JanaúbaMG

73.281 habitantes · IBGE 3135100

IA

Resumo socioambiental

Janaúba apresenta um quadro socioambiental de contrastes significativos, com avanços em abastecimento de água e energia solar, mas fragilidades estruturais em saneamento e uma trajetória preocupante de emissões. A cobertura de água atingiu 89,8% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 70. Entretanto, a perda de água na distribuição subiu para 22,1% no mesmo ano, mais que triplicando desde 2010 (8,4%), indicando ineficiência operacional crescente na rede, ainda que o índice permaneça abaixo da mediana nacional (29,9%) e mineira (35,0%).

O saneamento básico é o principal ponto crítico do município. A coleta de esgoto estagnou em 26,8% em 2021, muito distante da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), colocando Janaúba no percentil 15 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto segue padrão semelhante, com 22,2% em 2022, também abaixo da mediana nacional (37,7%) e mineira (44,5%). Essa defasagem contrasta com o dado censitário de coleta domiciliar de resíduos, que chegou a 89,1% em 2022 (percentil 75), sugerindo que a gestão de resíduos sólidos avançou mais que o esgotamento sanitário — desequilíbrio que merece atenção nas políticas de investimento municipal.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 477.039 tCO₂e em 2024, uma redução de 20,9% frente ao início da série, mas ainscritas em forte alta desde 2018 (232.575 tCO₂e), quase dobrando em seis anos e situando o município no percentil 79 nacional. As emissões de resíduos, de 43.501 tCO₂e, cresceram 26,8% desde 2010 e colocam Janaúba no percentil 92 — um dos municípios com maior participação relativa de resíduos nas emissões do país, o que reforça a urgência de qualificar o tratamento de esgoto e a destinação final, já que apenas 1 unidade de destinação está registrada (2024), abaixo da capacidade observada em municípios de porte similar. As emissões de energia também avançaram 22,6% no período, acompanhando o crescimento expressivo da potência solar instalada, que saltou de 337 kW para 2.104 MW entre 2010 e 2024, colocando o município no percentil 100 nacional em geração solar.

Por fim, os registros históricos de eventos hidrológicos extremos — 3 cheias e 15 secas em 2016 — situam Janaúba entre os municípios mais expostos a variabilidade hídrica no Brasil (percentis 93 e 95, respectivamente), reforçando a necessidade de integrar planejamento de recursos hídricos, redução de perdas na rede e expansão do tratamento de esgoto como eixos prioritários da agenda socioambiental local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.7%

2024

84
3.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

25.7%

2024

19
2.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

23.0%

2024

43
10.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

7.9%

2024

96
8.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.1%

2022

75
5.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.7%

2022

62
36.1% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2.104 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

2.104 MW

2024

100
524.8% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

2.104 MW

2024

100
524.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

477.039 tCO₂e

2024

21
20.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

43.501 tCO₂e

2024

8
26.8% no período

Emissões de energia

SEEG

119.144 tCO₂e

2024

16
22.6% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

15

2016

5
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.