JandaíraBA

9.535 habitantes · IBGE 2917904

IA

Resumo socioambiental

Jandaíra/BA apresenta cobertura de água de 59,2% em 2022, patamar bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 29 do país. Apesar do avanço de +26,3% desde 2008, a série mostra estagnação nos últimos três anos (2020-2022 mantidos em 59,2%), sugerindo esgotamento do ritmo de expansão recente. Em contrapartida, a perda de água na distribuição está em 15,8% (2022), significativamente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (35,0%), colocando o município no percentil 15 — ou seja, entre os municípios com menor desperdício relativo, embora a série revele volatilidade expressiva (de 12,1% em 2021 para 15,8% em 2022, após picos de 24,4% e 27,4% em 2019-2020).

No saneamento domiciliar, a coleta de resíduos atingiu 80,0% dos domicílios em 2022, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a UF (69,0%), com percentil 56. O destino inadequado de domicílios, contudo, ainda é de 17,3%, próximo da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), indicando que, mesmo com boa cobertura de coleta, parte relevante dos resíduos ainda não tem destinação adequada. Essa lacuna ajuda a explicar a trajetória das emissões de resíduos, que mais que dobraram desde 2010 (+105,1%), atingindo 4.875 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e do percentil 41.

O quadro de emissões totais de GEE é mais favorável: 112.408 tCO₂e em 2024, com queda acumulada de -56,9% desde 2010, refletindo forte volatilidade histórica (pico de 830.349 tCO₂e em 2021) e valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 44). Chama atenção o crescimento acelerado das emissões de energia, que saltaram +436,2% no período, chegando a 10.591 tCO₂e em 2024 — ainda inferior à mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas em trajetória de alta constante desde 2019, contrastando com a queda nas emissões totais e indicando mudança na matriz de fontes emissoras do município.

Quanto a eventos hidrológicos, os registros de 2016 mostram 4 ocorrências de cheia (percentil 96, muito acima da mediana nacional de 0) e 1 registro de seca (percentil 59), evidenciando vulnerabilidade a eventos extremos que pode pressionar ainda mais a infraestrutura de água, cuja cobertura já é limitada. A combinação de baixa cobertura de água, estagnação recente nesse indicador e exposição a cheias sugere que investimentos em ampliação e resiliência da rede de abastecimento devem ser prioridade para a gestão municipal, enquanto o desempenho relativamente bom em perdas de água e coleta de resíduos indica capacidade operacional que pode ser potencializada.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.2%

2024

36
30.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

10.9%

2024

93
23.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.0%

2022

56
25.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.3%

2022

45
52.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

112.408 tCO₂e

2024

56
56.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.875 tCO₂e

2024

59
105.1% no período

Emissões de energia

SEEG

10.591 tCO₂e

2024

63
436.2% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.