JaparaíbaMG

4.672 habitantes · IBGE 3135308

IA

Resumo socioambiental

Japaraíba/MG apresenta saneamento básico em patamar elevado, com destaque nacional positivo. A cobertura de água atingiu 98,9% em 2022, muito acima da mediana brasileira (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 85. O esgotamento sanitário é ainda mais expressivo: coleta de 100,0% (2021) e tratamento de 100,0% (2022) colocam o município no percentil 100 nacional, superando com folga a mediana do país (87,8% e 37,7%, respectivamente) e contando com 2 ETEs em operação. Essa universalização do tratamento provavelmente contribui para a queda das emissões de resíduos, que recuaram 19,0% entre 2010 e 2024 (de 3.979 para 3.224 tCO₂e), ficando abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Por outro lado, a perda de água na distribuição é um ponto crítico: o índice saltou de 8,7% em 2010 para 50,0% em 2022, variação de +477,4%, superando a mediana nacional (29,9%) e a média de MG (35,0%), no percentil 85 — ou seja, entre os piores do país. Esse desperdício contrasta com o excelente desempenho em cobertura e tratamento, sugerindo ineficiência operacional na rede física que deve ser prioridade de investimento, já que compromete a sustentabilidade do sistema mesmo com bons indicadores de acesso.

Na gestão de resíduos sólidos domiciliares, o quadro é misto: a coleta atende 86,3% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e próxima da média estadual (86,1%), mas o destino inadequado ainda afeta 11,9% dos domicílios, valor melhor que a mediana do país (14,9%) porém bem acima da média mineira (7,4%), indicando espaço para avanço na disposição final.

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE somaram 88.391 tCO₂e em 2024, com alta de 26,3% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 37. As emissões de energia cresceram 7,3% no período, refletindo possível aumento no consumo local. A segurança hídrica, com índice de 3,000 (2035), fica abaixo da mediana nacional (4,000) e da média de MG (3,694), sinalizando necessidade de atenção futura à disponibilidade de recursos hídricos, mesmo sem registros de cheias ou secas expressivos até 2016. Em síntese, o município combina excelência em saneamento básico com desafios estruturais em perdas de água e segurança hídrica de médio prazo, que devem orientar as prioridades de investimento público.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

95.9%

2024

87
48.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

80.9%

2024

70
19.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

60.0%

2024

68
36.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.9%

2024

18
453.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

86.3%

2022

69
6.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.9%

2022

56
36.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

88.391 tCO₂e

2024

63
26.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.224 tCO₂e

2024

73
19.0% no período

Emissões de energia

SEEG

5.188 tCO₂e

2024

78
7.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.