JaparatingaAL

9.443 habitantes · IBGE 2703601

IA

Resumo socioambiental

Japaratinga apresenta um quadro de saneamento básico crítico, marcado por baixa cobertura de água e perdas elevadas no sistema. A cobertura de água atingiu 45,0% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (72,8%), posicionando o município no percentil 16 — entre os piores do país nesse indicador. Chama atenção a trajetória oscilante da série, com queda acentuada em 2022-2023 (31,4%) seguida de recuperação parcial em 2024, sugerindo instabilidade operacional do sistema. Paralelamente, a perda de água chegou a 56,4% em 2024, quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e no percentil 88, indicando ineficiência estrutural relevante: mais da metade da água tratada não chega ao consumidor, o que pressiona custos e compromete a ampliação da cobertura.

No manejo de resíduos e esgoto, o município mostrou avanço expressivo, mas ainda insuficiente frente ao país. A coleta domiciliar de resíduos alcançou 59,2% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), no percentil 25. Já o destino inadequado de dejetos caiu de 42,2% (2010) para 15,4% (2022) — redução de 63,4% —, aproximando-se da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da média de Alagoas (13,0%). Essa melhora contrasta, porém, com o aumento das emissões de resíduos, que subiram 65,5% desde 2010, atingindo 4.390 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de crescimento persistente — um sinal de que a geração de resíduos aumenta mais rápido que a capacidade de tratamento adequado.

No balanço geral de emissões, Japaratinga se destaca positivamente: o total de GEE caiu 53,7% desde 2010, fechando 2024 em 12.534 tCO₂e, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 6, refletindo o pequeno porte do município. Entretanto, as emissões de energia cresceram 59,1% no período, chegando a 6.372 tCO₂e em 2024, o que, somado ao crescimento de resíduos, indica que os ganhos de eficiência vieram principalmente de outros setores (como mudança de uso da terra), e não de melhorias efetivas em energia ou gestão de resíduos.

Em síntese, o município combina infraestrutura hídrica frágil — com cobertura baixa e perdas altas — a avanços recentes, porém parciais, no esgotamento sanitário. O crescimento sustentado das emissões de resíduos e energia, mesmo com queda no total de GEE, sugere a necessidade de investimentos direcionados à eficiência do sistema de abastecimento e ao fortalecimento da coleta e tratamento de resíduos, para evitar que os ganhos ambientais recentes sejam revertidos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

45.0%

2024

16
18.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

56.4%

2024

12
8.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.2%

2022

25
2.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.4%

2022

49
63.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

12.534 tCO₂e

2024

94
53.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.390 tCO₂e

2024

62
65.5% no período

Emissões de energia

SEEG

6.372 tCO₂e

2024

74
59.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.