JapiraPR

5.060 habitantes · IBGE 4112306

IA

Resumo socioambiental

Japira apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no manejo de resíduos sólidos e desafios ainda relevantes na infraestrutura de saneamento hídrico. A cobertura de água atingiu 76,8% em 2022, patamar equivalente à mediana nacional (76,5%) mas ainda distante da média paranaense (96,1%), colocando o município no percentil 50 do país. Mais preocupante é a perda de água, que chegou a 31,3% em 2022, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média do Paraná (29,6%) — indicando ineficiência na rede de distribuição que compromete os ganhos de cobertura obtidos desde 2008, quando o índice era de apenas 45,5%.

No manejo de resíduos, o município se destaca positivamente: a coleta domiciliar alcança 85,0% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado de resíduos caiu de 15,9% (2010) para apenas 4,1% (2022), uma redução de 74,4% que posiciona Japira no percentil 21 nacional (quanto menor, melhor), superando inclusive a média estadual (5,6%). Essa melhoria na destinação, contudo, não se refletiu nas emissões de resíduos do SEEG, que cresceram 24,1% desde 2010, atingindo 3.072 tCO₂e em 2024 — sugerindo que a formalização da coleta pode ter ampliado o volume computado em aterros, mesmo com percentual ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em termos de emissões totais de GEE, Japira apresenta desempenho favorável: 61.953 tCO₂e em 2024, com queda de 9,0% desde 2010, e valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 26. As emissões de energia, embora tenham crescido 9,1% no período, permanecem em nível baixíssimo (2.289 tCO₂e), no percentil 8 nacional. Os registros hidrológicos da ANA são limitados a 2016, com apenas 1 ocorrência de cheia e nenhuma seca registrada, não permitindo avaliação de tendência recente.

Em síntese, a gestão de resíduos sólidos evoluiu de forma consistente e superou parâmetros nacionais e estaduais, enquanto o sistema de abastecimento de água exige atenção prioritária, dado o alto índice de perdas que reduz a eficiência dos investimentos em cobertura. O perfil de baixas emissões de GEE é favorável, mas o crescimento nas emissões de resíduos merece monitoramento para evitar reversão dos ganhos ambientais observados na destinação final.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.3%

2024

40
9.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.9%

2024

29
25.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.0%

2022

66
1.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.1%

2022

79
74.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

61.953 tCO₂e

2024

74
9.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.072 tCO₂e

2024

74
24.1% no período

Emissões de energia

SEEG

2.289 tCO₂e

2024

92
9.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.