JapoatãSE

13.707 habitantes · IBGE 2803401

IA

Resumo socioambiental

Japoatã apresenta um quadro de saneamento básico crítico, com destaque negativo para o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto é 0,0% e o tratamento também é 0,0% (2021), enquanto a mediana nacional é de 87,8% e 37,7%, respectivamente, e mesmo Sergipe registra 48,3% de coleta — colocando o município no percentil 1 nacional, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. O abastecimento de água mostra evolução mais favorável, com cobertura de 81,4% em 2022 (variação de +38,2% desde 2008), acima da mediana nacional (76,5%), embora ainda abaixo da média sergipana (91,7%). Contudo, essa melhoria é parcialmente comprometida pela perda de água na distribuição, que chegou a 57,3% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e no percentil 91, indicando ineficiência operacional relevante que pressiona a sustentabilidade do sistema.

Em relação aos resíduos sólidos, houve avanço expressivo na coleta domiciliar, que passou de 57,2% (2010) para 77,0% (2022), ficando praticamente em linha com a mediana nacional (76,9%). Ainda assim, o destino inadequado de resíduos permanece elevado, em 22,5% (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (8,5%), o que ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que somaram 7.230 tCO₂e em 2024 (+46,4% desde 2010), levemente acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O balanço de emissões de GEE do município totalizou 160.070 tCO₂e em 2024, com alta de 35,4% em relação a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 54. O aumento recente é puxado majoritariamente pelo setor de resíduos, já que as emissões de energia caíram 57,9% no período (para 17.796 tCO₂e), ficando próximas da mediana nacional. Não há registros de eventos de cheia ou seca no município em 2016. Em síntese, Japoatã combina progresso na cobertura de água e coleta de lixo com déficits estruturais graves em esgotamento sanitário e perdas hídricas, fatores que devem ser priorizados em investimentos para reduzir riscos sanitários e as emissões associadas ao manejo inadequado de resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.5%

2024

62
21.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

56.3%

2024

12
5.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.0%

2022

50
34.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.5%

2022

36
47.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

160.070 tCO₂e

2024

46
35.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.230 tCO₂e

2024

44
46.4% no período

Emissões de energia

SEEG

17.796 tCO₂e

2024

51
57.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.