JaporãMS

8.409 habitantes · IBGE 5004809

IA

Resumo socioambiental

Japorã/MS apresenta em 2022 uma cobertura de água de apenas 17,5%, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (86,0%), posicionando o município no percentil 2 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. A série histórica mostra que essa fragilidade não é recente: a cobertura já foi de 25,5% em 2008 e vem se mantendo estagnada em patamar baixo há mais de uma década, configurando um déficit estrutural de acesso à rede de abastecimento. Em contraste, a perda de água na distribuição é relativamente controlada, em 14,1% (2022), bem melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (31,2%), sugerindo que o problema do município está mais ligado à falta de expansão da rede do que à eficiência operacional do sistema existente.

Do lado do esgotamento sanitário, houve avanço expressivo: a coleta saltou de 38,9% (2020) para 97,3% (2021), superando a mediana nacional (87,8%) e a UF (70,5%), e o tratamento evoluiu de 1,8% (2020) para 64,2% (2022), também acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (52,2%). Esse salto indica investimento recente e concentrado em infraestrutura de esgoto, contrastando fortemente com a estagnação observada no abastecimento de água — um descompasso que merece atenção dos gestores, já que os dois serviços costumam demandar planejamento integrado.

Por outro lado, os indicadores de resíduos sólidos domiciliares revelam um quadro crítico: apenas 28,9% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (88,2%), enquanto o destino inadequado atinge 71,0% dos domicílios, valor extremamente alto frente à mediana nacional (14,9%) e à UF (9,8%), colocando o município no percentil 99 — entre os piores do país. Esse cenário é coerente com o crescimento das emissões de resíduos, que subiram de 2.247 tCO₂e (2010) para 3.799 tCO₂e (2024), alta de 69,1%, mesmo com leve recuo frente ao pico de 2023.

Em termos de emissões totais de GEE, o município reduziu de 136.996 tCO₂e (2010) para 102.589 tCO₂e (2024), queda de 25,1% e nível abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 41. Entretanto, as emissões de energia dispararam de 1.824 tCO₂e (2010) para 6.072 tCO₂e (2024), alta de 232,9%, sinalizando pressão crescente desse setor mesmo com a trajetória geral de queda. Os registros de eventos hidrológicos extremos (cheia e seca) são pontuais, com apenas um ano de dados (2016), insuficientes para análise de tendência, mas já indicam ocorrência de seca no município naquele ano.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

23.3%

2024

4
29.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

15.8%

2024

12
59.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

61.9%

2024

70
3377.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.7%

2024

36
221.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

28.9%

2022

3
18.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

71.0%

2022

1
6.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

102.589 tCO₂e

2024

59
25.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.799 tCO₂e

2024

67
69.1% no período

Emissões de energia

SEEG

6.072 tCO₂e

2024

75
232.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.