JaquiranaRS
3.755 habitantes · IBGE 4311122
Resumo socioambiental
Jaquirana apresenta quadro sanitário frágil e abaixo dos parâmetros nacionais em quase todos os indicadores de saneamento formal. A cobertura de água atingiu 56,0% em 2024, inferior à mediana nacional (73,2%) e à média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 27. A coleta de esgoto, de 32,0%, também está distante da mediana do país (59,9%) e da UF (47,8%). O dado mais crítico é o tratamento de esgoto, que caiu de 55,1% em 2022 para 0,0% em 2023 e 2024 — retrocesso completo que sugere paralisação ou desativação da estação de tratamento, colocando o município abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (30,1%).
Por outro lado, os indicadores medidos pelo Censo IBGE mostram evolução positiva: a coleta domiciliar de resíduos chegou a 91,2% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (82,7%), no percentil 80, enquanto o destino inadequado de domicílios caiu de 16,9% (2010) para 5,9% (2022), redução de 65,2%. Esse avanço na gestão de resíduos sólidos é coerente com a forte queda nas emissões de resíduos do SEEG, que recuaram de 4.677 tCO₂e (2019) para 1.753 tCO₂e (2024), bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 9 — indicando destinação mais eficiente, ainda que o município mantenha apenas 1 unidade de destinação registrada, igual à mediana nacional mas muito distante das 63 unidades da UF.
As emissões totais de GEE somaram 156.250 tCO₂e em 2024, com queda de 59,7% desde 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 54; a série é volátil, com pico de 299.009 tCO₂e em 2022, provavelmente ligado a uso do solo e agropecuária, componente não detalhado no dossiê. As emissões de energia (8.268 tCO₂e) estão bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), percentil 32, refletindo baixa intensidade energética do município, cuja potência hidráulica instalada permanece estável em 10 MW desde 2012, no percentil 50 nacional.
Em síntese, Jaquirana combina progresso relevante em resíduos sólidos com deterioração preocupante em esgotamento sanitário, especialmente a zeragem do tratamento — situação que compromete a qualidade dos corpos hídricos e pode pressionar indicadores futuros de saúde pública e emissões, exigindo retomada urgente de investimentos na estação de tratamento e ampliação da rede de água, hoje estagnada em torno de 56-58% há mais de uma década.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
56.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
32.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
25.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
10 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
10 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
156.250 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.753 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.268 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
