JaraguariMS
7.425 habitantes · IBGE 5004908
Resumo socioambiental
Jaraguari/MS apresenta um quadro de saneamento básico crítico, com destaque negativo para a coleta de resíduos e o esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 61,6% em 2022, com crescimento expressivo de +47,4% desde 2014, mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (86,0%), posicionando o município no percentil 32. Já a coleta de domicílios chega a apenas 40,2% (2022), muito distante da mediana nacional (76,9%) e do Mato Grosso do Sul (88,2%), colocando o município no percentil 8 — um dos piores desempenhos do país nesse indicador. O destino inadequado de resíduos domiciliares reforça esse cenário preocupante: 54,0% dos domicílios (2022), no percentil 95 nacional (quanto maior, pior), evidenciando déficit estrutural de gestão de resíduos sólidos, apesar da melhora de -17,2% frente a 2010.
Por outro lado, o indicador de perda de água mostra evolução positiva relevante: caiu para 12,5% em 2022 (-45,8% desde 2014), ficando bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (31,2%), no percentil 10 — ou seja, entre os melhores desempenhos do país nesse quesito, sinalizando eficiência na gestão da rede de distribuição, mesmo com cobertura ainda incompleta.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 758.988 tCO₂e em 2024 (+2,5% no ano), com o município no percentil 87 nacional, refletindo forte peso do setor energético: as emissões de energia saltaram 87,5% desde 2010, atingindo 121.098 tCO₂e (percentil 84), enquanto as emissões de resíduos, embora mais moderadas (2.565 tCO₂e, percentil 23), cresceram 6,4% no último ano — consistente com o baixo índice de coleta e destino inadequado de resíduos observado no saneamento. A ausência de expansão na potência hidráulica (estável em 925 kW desde 2013, percentil 19) sugere que o aumento das emissões energéticas não decorre de novas fontes hídricas locais, indicando possível dependência de outras matrizes.
Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou zero ocorrências de cheia e apenas 1 registro de seca em 2016, sem histórico recente para comparação robusta. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, exatamente na mediana nacional e superior à média da UF (3,658), posicionando o município no percentil 88 — um sinal positivo para o planejamento hídrico de longo prazo, que deve ser conciliado com os investimentos urgentes em coleta de resíduos e esgotamento sanitário para reduzir passivos ambientais e riscos à saúde pública.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
39.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
16.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
40.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
54.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
925 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
925 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
758.988 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.565 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
121.098 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
