JardimCE

28.707 habitantes · IBGE 2307106

IA

Resumo socioambiental

Jardim/CE apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque para o retrocesso severo no saneamento básico. A cobertura de água atingiu 61,2% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média do Ceará (71,6%), posicionando o município no percentil 34. Mais grave é a coleta de esgoto, que caiu de 100% (mantido entre 2018 e 2021) para apenas 28,1% em 2024 — queda de 71,9% —, e o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2010, muito distante da mediana nacional de 33,3%. Esse colapso na coleta e ausência total de tratamento explicam, em parte, a persistência de destino inadequado de resíduos domiciliares em 43,8% dos domicílios (2022), situando Jardim no percentil 89 nacional — entre os piores do país nesse quesito, mesmo com melhora de 26,9% desde 2010.

A perda de água na distribuição, por outro lado, é um ponto positivo relativo: 11,1% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (40,5%), embora a série mostre grande instabilidade, com oscilações entre 0% (2020-2021) e 39,1% (2023), sugerindo fragilidade na gestão ou nos registros do sistema de abastecimento.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 156.285 tCO₂e em 2024, com alta de 160,4% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 54. As emissões de resíduos, de 14.946 tCO₂e, crescem de forma constante desde 2010 (+60,3%) e estão no percentil 77 nacional — patamar coerente com a deficiência sistêmica de coleta e tratamento de esgoto e destinação inadequada de resíduos. As emissões de energia (15.254 tCO₂e) ficam abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que o setor de resíduos é hoje o principal vetor de pressão climática do município.

Os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram exposição relevante a secas (18 registros, percentil 98 no Ceará) e cheias (1 registro, percentil 76), reforçando a vulnerabilidade climática local. O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos em infraestrutura de esgotamento sanitário e tratamento, dado que a ausência desses serviços básicos está diretamente associada tanto ao aumento das emissões de resíduos quanto à elevada proporção de destinação inadequada de dejetos domiciliares.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.2%

2024

34
81.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

28.1%

2024

21
71.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

11.1%

2024

93
72.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

51.1%

2022

16
27.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.8%

2022

11
26.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

156.285 tCO₂e

2024

46
160.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.946 tCO₂e

2024

23
60.3% no período

Emissões de energia

SEEG

15.254 tCO₂e

2024

54
55.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

18

2016

2
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.