Jardim do MulatoPI

4.251 habitantes · IBGE 2205250

IA

Resumo socioambiental

Jardim do Mulato/PI apresenta quadro de saneamento básico crítico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 29,1% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e mesmo abaixo da média estadual de 73,0%, posicionando o município no percentil 6 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A perda de água, embora tenha recuado de 69,4% em 2008 para 47,0% em 2022, permanece elevada e superior à mediana nacional (29,9%), embora próxima do patamar estadual (46,4%), indicando ineficiência histórica na distribuição que persiste apesar da melhora relativa.

O saneamento de resíduos sólidos e esgotamento também é preocupante. A coleta domiciliar de lixo avançou de 22,0% (2010) para 47,0% (2022), mas ainda fica muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (70,4%). Mais grave é o destino inadequado de dejetos, que embora tenha caído de 78,0% para 53,0% no mesmo período, permanece extremamente alto frente à mediana nacional de 14,9%, colocando o município no percentil 94 — entre os piores do país. Essa deficiência estrutural em saneamento ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora modestas em termos absolutos (2.064 tCO₂e em 2024, percentil 13), cresceram 49,1% na série, acompanhando o aumento populacional sem melhoria proporcional na destinação adequada.

O dado mais alarmante do dossiê é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 181.517 tCO₂e (2022) para 829.743 tCO₂e em 2024, alta de 617,3% desde 2010 e posicionando o município no percentil 88 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). Esse crescimento abrupto no último biênio contrasta com a trajetória mais estável das emissões de energia, que na verdade recuaram para 499 tCO₂e (2024), sugerindo que o aumento têm origem em outros setores (provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária, não detalhados neste dossiê).

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram vulnerabilidade a eventos extremos, com 7 registros de seca e 2 de cheia, ambos acima da mediana nacional (zero), embora inferiores aos totais estaduais absolutos do Piauí. Em conjunto, os indicadores mostram um município com infraestrutura sanitária historicamente frágil, avanços insuficientes frente ao restante do país e uma recente e expressiva elevação nas emissões de GEE que merece investigação e resposta prioritária da gestão local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

27.3%

2023

5.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

49.3%

2023

3.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

47.0%

2022

12
113.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.0%

2022

6
32.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

829.743 tCO₂e

2024

12
617.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.064 tCO₂e

2024

87
49.1% no período

Emissões de energia

SEEG

499 tCO₂e

2024

99
1181.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.