Jardim do SeridóRN

11.952 habitantes · IBGE 2405702

IA

Resumo socioambiental

Jardim do Seridó/RN apresenta um saneamento básico com resultados heterogêneos. A cobertura de água chegou a 90,0% em 2022, patamar superior à mediana nacional (76,5%) e à média do RN (79,8%), posicionando o município no percentil 70 do país, embora represente uma queda em relação aos 100% registrados entre 2020 e 2021. As perdas de água, por sua vez, caíram significativamente ao longo da série, atingindo 24,3% em 2022 (-57,3% desde o início da série), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e bem abaixo da média estadual (46,1%), o que indica ganhos reais de eficiência operacional no sistema de abastecimento.

O mesmo não se observa no esgotamento sanitário, ponto crítico do município. A coleta de esgoto recuou de 90,5% (2013) para 69,5% em 2021, uma queda de 23,1%, e mesmo assim ainda supera a média estadual (42,3%), embora esteja abaixo da mediana nacional (87,8%). O tratamento de esgoto é o indicador mais preocupante: apenas 2,0% em 2022, muito distante da mediana nacional (37,7%) e da média do RN (34,3%), colocando o município no percentil 28 do país. Essa lacuna entre coleta e tratamento sugere que o esgoto captado é majoritariamente descartado sem tratamento adequado, com potencial impacto em corpos hídricos locais — quadro parcialmente mitigado pela redução do destino inadequado de resíduos domiciliares, que caiu de 15,2% (2010) para 9,3% (2022), igualando a média estadual.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram 20,5% entre 2010 e 2024, fechando em 39.100 tCO₂e, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 15 — ou seja, entre os menores emissores do país. Contudo, as emissões de resíduos seguem trajetória contrária, crescendo 27,4% no período e atingindo 7.263 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 56. Esse aumento é coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e reforça a necessidade de investimentos no setor, já que a gestão inadequada de resíduos e efluentes tende a ampliar tanto as emissões quanto os riscos sanitários.

Por fim, os registros históricos de eventos extremos (2016) mostram exposição a secas e cheias relevante para o contexto local — 13 registros de seca e 3 de cheia —, ainda que muito inferiores aos totais estaduais (1.483 e 143, respectivamente). Combinados à baixa infraestrutura de tratamento de esgoto, esses eventos reforçam a importância de políticas integradas de recursos hídricos e saneamento para reduzir vulnerabilidades socioambientais no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.2%

2024

67
3.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

57.9%

2023

36.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

26.4%

2024

57
56.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.0%

2022

78
6.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.3%

2022

63
38.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

39.100 tCO₂e

2024

85
20.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.263 tCO₂e

2024

44
27.4% no período

Emissões de energia

SEEG

11.763 tCO₂e

2024

61
4.8% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.