JardimMS

24.509 habitantes · IBGE 5005004

IA

Resumo socioambiental

Jardim/MS apresenta um cenário misto em saneamento básico, com avanços expressivos, porém ainda incompleto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando com folga a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (86,0%), colocando o município no percentil 100. Já a coleta de esgoto, embora tenha crescido consistentemente desde 2007 (variação de +620,0%), alcançou apenas 42,9% em 2021, ficando abaixo tanto da mediana nacional (87,8%) quanto do patamar estadual (70,5%), posicionando o município no percentil 23. O tratamento de esgoto segue trajetória semelhante: partiu de patamares baixos e chegou a 24,1% em 2022, mas com sinal de recuo frente aos anos anteriores (27,1% em 2020), ainda abaixo da mediana nacional (37,7%) e do valor de Mato Grosso do Sul (52,2%).

A perda de água na distribuição é outro ponto de atenção: 28,9% em 2022, valor que cresceu 36,2% desde 2008 e que, embora próximo da mediana nacional (29,9%), indica ineficiência operacional crescente no sistema de abastecimento — um contraste importante com a alta cobertura de água, sugerindo que o desafio do município não é mais o acesso, mas a gestão e a eficiência da infraestrutura. No âmbito da destinação de resíduos domiciliares, o quadro é mais favorável: 93,2% dos domicílios têm coleta regular (2022), acima da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado caiu para 6,4%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (9,8%).

Do ponto de vista climático, o município chama atenção pela magnitude e crescimento das emissões de GEE, que atingiram 1.037.258 tCO₂e em 2024, um salto de 57,3% desde 2010, posicionando Jardim no percentil 90 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia mais que dobraram no período (+143,7%, chegando a 144.946 tCO₂e), refletindo possivelmente expansão de atividades econômicas e consumo energético, enquanto as emissões de resíduos também mais que dobraram (+122,4%, para 15.694 tCO₂e), acompanhando o crescimento populacional e urbano, e guardando relação direta com a ainda incompleta cobertura de tratamento de esgoto e as perdas de água crescentes.

Em síntese, Jardim/MS avançou de forma notável no acesso à água e na gestão de resíduos sólidos domiciliares, superando parâmetros nacionais nesses dois eixos. Contudo, a expansão do esgotamento sanitário permanece aquém do necessário, e as perdas de água em ascensão comprometem parte dos ganhos de cobertura. O crescimento acentuado das emissões de GEE, sobretudo de energia e resíduos, exige atenção dos gestores, especialmente por posicionar o município entre os mais emissores do país em termos relativos, o que reforça a necessidade de investimentos articulados entre infraestrutura de saneamento e mitigação climática.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.0%

2024

82
0.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

40.7%

2024

32
360.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

34.0%

2024

50
319.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.9%

2024

51
50.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.2%

2022

86
1.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.4%

2022

70
22.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.037.258 tCO₂e

2024

10
57.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.694 tCO₂e

2024

22
122.4% no período

Emissões de energia

SEEG

144.946 tCO₂e

2024

14
143.7% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.