JardinópolisSC
1.808 habitantes · IBGE 4208955
Resumo socioambiental
Jardinópolis/SC apresenta um quadro de saneamento básico preocupante e em deterioração, especialmente na coleta de esgoto. A cobertura de água chegou a 66,5% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do desempenho de Santa Catarina (86,8%), posicionando o município no percentil 41. Mais grave é a trajetória recente: o indicador havia atingido 89,7% em 2021, mas recuou para 66,5% em três anos, sugerindo perda de infraestrutura ou mudança na base de medição. A perda de água na distribuição, de 29,3% em 2024, está no patamar da mediana nacional (29,1%), mas ainda representa quase um terço do volume tratado desperdiçado, com efeito direto sobre a eficiência do sistema e os custos do serviço.
O cenário de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. Os domicílios com coleta de esgoto caíram de 56,0% em 2010 para apenas 2,7% em 2022, uma queda de 95,2% que coloca o município no percentil 0 nacional — o pior extremo possível frente à mediana de 76,9% e ao desempenho catarinense de 89,7%. Ainda que o destino inadequado de dejetos tenha recuado de 44,0% para 20,6% no mesmo período, esse valor permanece acima da mediana nacional (14,9%) e muito distante do padrão estadual (3,2%), no percentil 61 (pior que a maioria dos municípios). A combinação de baixíssima coleta formal com destino inadequado ainda elevado indica que boa parte do esgoto do município é tratada por soluções individuais ou informais, um risco sanitário e ambiental relevante para um município pequeno como Jardinópolis.
No eixo climático, o balanço é mais favorável. As emissões totais de GEE caíram de 69.633 tCO₂e (2010) para 43.463 tCO₂e em 2024, redução de 37,6%, situando o município no percentil 18 nacional (baixas emissões relativas, mediana de 138.513 tCO₂e). Entretanto, essa melhora agregada esconde uma contradição: as emissões de resíduos subiram 29,9% no período, atingindo 13.679 tCO₂e em 2024, valor mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 75 — coerente com o colapso do esgotamento sanitário e o baixo tratamento de efluentes, que tende a gerar mais emissões por decomposição anaeróbia. As emissões de energia também cresceram 70,3% (para 2.875 tCO₂e), embora permaneçam bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 11).
Em recursos hídricos e eventos extremos, a potência hidráulica instalada é modesta (3 MW em 2024, percentil 35) e os registros de 2016 mostram ausência de cheias, mas 5 ocorrências de seca observada, acima da mediana nacional (0) no percentil 76. Para os gestores, a prioridade evidente é reverter o colapso da coleta de esgoto e conter as perdas de água, pois esses dois problemas estão diretamente associados ao aumento das emissões de resíduos e a riscos sanitários que o desempenho climático favorável do município não compensa.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
29.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
2.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
43.463 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.679 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.875 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
