JardinópolisSP
46.868 habitantes · IBGE 3525102
Resumo socioambiental
Jardinópolis apresenta infraestrutura de saneamento de água e esgoto praticamente universalizada, com cobertura de água em 100,0% (2022) e coleta de esgoto em 100,0% (2021), ambas acima da mediana nacional (76,5% e 87,8%, respectivamente) e também superiores às médias do estado de São Paulo (95,2% e 94,6%). Esse desempenho posiciona o município no percentil 100 em ambos os indicadores. Contudo, há uma lacuna crítica no tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% desde 2008 até o último dado de 2022, bem abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (69,6%), ficando no percentil 25. Isso significa que, embora o esgoto seja coletado universalmente, ele não recebe tratamento antes do descarte, o que representa um risco relevante de contaminação de corpos hídricos.
A perda de água na distribuição, de 26,7% (2022), voltou a crescer após anos zerados na série (2016-2021), acumulando alta de 95,5% em relação a 2008. Ainda assim, o índice está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%), posicionando o município no percentil 42 — situação intermediária, mas que merece monitoramento diante da oscilação histórica atípica dos dados.
No eixo de resíduos domiciliares, o município tem 97,1% dos domicílios com coleta (2022) e apenas 1,3% com destinação inadequada, ambos indicadores fortemente superiores à mediana nacional (76,9% e 14,9%) e comparáveis ao padrão paulista. Entretanto, esse bom desempenho na coleta não se reflete nas emissões: os gases de efeito estufa ligados a resíduos somam 26.234 tCO₂e (2024), com alta de 23,6% desde 2010, situando o município no percentil 87 nacional — indicando que o volume de resíduos gerados, mesmo bem coletado, tem impacto climático desproporcional ao tamanho da população.
As emissões totais de GEE atingiram 460.602 tCO₂e em 2024, com crescimento de 48,2% desde 2010, impulsionado principalmente pelo setor de energia, que subiu 155,6% no período e responde por mais de 60% do total emitido. Esse padrão coloca Jardinópolis no percentil 79 nacional em emissões totais e 93 em emissões de energia, evidenciando que a matriz energética local é o principal vetor de pressão ambiental do município, superando em importância relativa os ganhos obtidos em saneamento e gestão de resíduos sólidos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
93.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
28.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2015
Clima
Emissões de GEE
SEEG
460.602 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
26.234 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
295.639 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
