JariRS
3.414 habitantes · IBGE 4311130
Resumo socioambiental
Jari/RS apresenta situação dúbia no saneamento: o abastecimento de água atingiu 98,2% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil 84, com perda de água praticamente eliminada (0,0%), resultado que coloca o município no percentil 1 do país — ou seja, entre os menores índices de perda de água do Brasil. Esse desempenho contrasta fortemente com o manejo de esgoto: apenas 27,3% dos domicílios têm coleta (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), colocando o município no percentil 3. Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 63,2% dos domicílios, index muito superior à mediana nacional (14,9%) e ao RS (4,5%), posicionando Jari no percentil 98 — entre as piores situações do país nesse quesito.
Nas emissões de GEE, o município reduziu suas emissões totais para 315.145 tCO₂e em 2024, queda de 23,9% frente a 2010, embora ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 71). As emissões de resíduos são baixas e estáveis (851 tCO₂e em 2024, -5,0% desde 2010), muito inferiores à mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 1), o que é coerente com o pequeno porte populacional do município, mas não compensa a deficiência de coleta de esgoto, que representa um risco sanitário e ambiental não captado pelas métricas de GEE. Já as emissões de energia mais que dobraram no período (+102,3%, para 2.841 tCO₂e em 2024), embora permaneçam abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 11).
Eventos hidrológicos registrados em 2016 indicam exposição a extremos: 1 registro de cheia (percentil 76) e 3 de seca (percentil 68), sugerindo vulnerabilidade climática relevante frente à média nacional, ainda que os dados sejam pontuais e não atualizados desde então.
Em síntese, Jari destaca-se positivamente no abastecimento de água e no controle de perdas, mas enfrenta um dos piores cenários do país em coleta e destinação de esgoto, o que exige atenção prioritária em investimentos de saneamento básico, especialmente considerando a persistência de baixas emissões de resíduos que não refletem, no caso do esgoto, um tratamento adequado.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
28.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
48.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
27.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
63.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
315.145 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
851 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.841 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
