JarinuSP

39.531 habitantes · IBGE 3525201

IA

Resumo socioambiental

Jarinu apresenta um quadro de saneamento básico ainda distante da média nacional e estadual, com sinais mistos de evolução. A cobertura de água atingiu 58,7% em 2022, recuando frente aos 72,9% registrados em 2021 e situando o município no percentil 28 nacional — abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e muito abaixo da média paulista (95,2%). A coleta de esgoto, de 38,2% em 2021, também fica bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e do patamar de SP (94,6%), colocando o município no percentil 21. Em contrapartida, o tratamento de esgoto evoluiu para 53,5% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e alcançando o percentil 59 — indicando que, apesar da baixa cobertura de coleta, o esgoto captado é tratado com relativa eficiência, sustentada pelas 2 ETEs municipais (percentil 89 nacional).

As perdas de água caíram para 26,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), configurando ponto positivo na gestão da distribuição. Os indicadores de resíduos domiciliares também são favoráveis: 94,7% dos domicílios têm coleta (percentil 90) e apenas 0,6% têm destino inadequado (percentil 4, entre os melhores do país), refletindo boa gestão urbana de resíduos, mesmo com cobertura de água e esgoto ainda incipientes.

No campo climático, o quadro é preocupante. As emissões totais de GEE somaram 143.354 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 51), mas as emissões de energia (114.855 tCO₂e, percentil 83) e de resíduos (25.133 tCO₂e, percentil 86) estão bem acima da mediana do país, com crescimento de 62,3% e 91,4%, respectivamente, desde 2010. O aumento das emissões de resíduos é coerente com a expansão populacional e a alta cobertura de coleta domiciliar, sugerindo que o avanço na gestão de resíduos sólidos não foi acompanhado por redução proporcional de emissões associadas (aterro/decomposição).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, mas a ausência de série histórica mais recente limita a análise de risco hídrico. Em síntese, Jarinu avançou em tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos domiciliares, mas precisa priorizar a expansão da cobertura de água e, sobretudo, da coleta de esgoto, além de monitorar o crescimento das emissões de energia e resíduos, que já superam significativamente as medianas nacionais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.4%

2024

37
44.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

31.0%

2024

23
63.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

52.3%

2024

63
41.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.6%

2024

49
21.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.7%

2022

90
1.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.6%

2022

96
83.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

143.354 tCO₂e

2024

49
15.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

25.133 tCO₂e

2024

14
91.4% no período

Emissões de energia

SEEG

114.855 tCO₂e

2024

17
62.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.