JateíMS

3.620 habitantes · IBGE 5005103

IA

Resumo socioambiental

Jateí/MS apresenta saneamento básico ainda distante dos padrões estaduais e nacionais, embora com melhorias pontuais recentes. A cobertura de água atingiu 54,4% em 2024, com salto de 16,8% em relação ao ano anterior, mas segue muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do Estado (87,8%), posicionando o município no percentil 25. A coleta de esgoto, por sua vez, recuou para 45,5% em 2024 — queda de 1,9% no último ano e bem inferior aos 99% registrados entre 2018 e 2019, indicando perda de capacidade operacional relevante na série histórica. Em contrapartida, o tratamento de esgoto está em patamar mais favorável, com 66,0% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%) e a UF (48,1%), colocando o município no percentil 73 — um contraste importante, já que o esgoto tratado é proporcionalmente maior que o coletado, sugerindo eficiência técnica das ETEs (2 unidades em 2020) mesmo diante da baixa cobertura de coleta.

A perda de água na distribuição, embora ainda alta historicamente, caiu para 17,5% em 2024 (percentil 18, melhor que mediana nacional de 29,1% e UF de 29,4%), revertendo uma trajetória de deterioração que chegou a 37,9% em 2020. Essa melhora recente pode estar associada a investimentos que também impulsionaram a cobertura de água. Já o destino inadequado de resíduos domiciliares, apesar de ter caído de 42,7% (2010) para 24,5% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a UF (9,8%), no percentil 66 — indicando que parte da população permanece sem coleta adequada, compatível com os 74,6% de domicílios atendidos por coleta, abaixo da mediana nacional (76,9%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram 35,3% na última década, alcançando 584.278 tCO₂e em 2024, valor expressivo frente à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 82 — entre os mais emissores relativos do país. As emissões de resíduos, de 2.461 tCO₂e (2024), cresceram 31,1% no período, mas permanecem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o principal vetor de emissões do município não é o setor de resíduos, mas provavelmente agropecuária ou mudança de uso da terra, dado o peso total muito superior aos demais setores monitorados. As emissões de energia, ao contrário, caíram 40,1% desde 2010, para 4.925 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Não há registros de cheias (2016) e apenas 1 registro de seca observada no mesmo ano, ambos abaixo da média estadual, mas a base histórica é limitada para conclusões robustas sobre risco hidrológico. Em síntese, Jateí avança em tratamento de esgoto e redução de perdas de água, mas enfrenta desafios estruturais em cobertura de água e coleta de esgoto, além de pressão crescente nas emissões totais de GEE, que merecem atenção prioritária da gestão local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.4%

2024

25
16.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

45.5%

2024

37
1.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

66.0%

2024

73
96.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.5%

2024

82
13.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.6%

2022

46
30.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.5%

2022

34
42.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

584.278 tCO₂e

2024

18
35.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.461 tCO₂e

2024

82
31.1% no período

Emissões de energia

SEEG

4.925 tCO₂e

2024

79
40.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.