JatobáMA

7.610 habitantes · IBGE 2105450

IA

Resumo socioambiental

Jatobá/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 41,8% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021, mas ainda distante da mediana nacional de 76,5% e do próprio patamar do Maranhão (59,6%), posicionando o município no percentil 13 do país. A situação se agrava pela perda de água de 73,8% (2022), muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (56,3%), colocando Jatobá no percentil 97 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, indicando desperdício estrutural que compromete a eficiência da distribuição mesmo com a melhora recente na cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais alarmante do dossiê. Os dados de coleta (57,8%) e tratamento (100%) datam de 2011 e não têm atualização, o que sugere possível descontinuidade do sistema ou ausência de reporte ao SNIS/SINISA nos anos seguintes. Essa lacuna é corroborada pelo Censo IBGE: em 2022, apenas 21,2% dos domicílios tinham coleta de esgoto (percentil 2 nacional) e 78,3% apresentavam destino inadequado de dejetos, colocando o município no percentil 100 — o piorquadro possível no comparativo nacional, embora com melhora de 17,9 pontos percentuais desde 2010.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 486.244 tCO₂e em 2024, redução de 33,5% frente a 2010, mas ainda no percentil 80 nacional, refletindo o peso de atividades de uso da terra típicas da região amazônica maranhense. Chama atenção o aumento de 109,9% nas emissões de resíduos desde 2010, atingindo 3.775 tCO₂e em 2024 — tendência coerente com a precariedade do saneamento e do destino inadequado de dejetos identificada nos indicadores de infraestrutura. Em contraste, as emissões de energia caíram 79,5%, para apenas 185 tCO₂e, no percentil 1 nacional, refletindo baixa intensidade energética municipal.

Os registros hidrológicos de 2016 (1 evento de cheia e 2 de seca) posicionam Jatobá nos percentis 76 e 64 do país, respectivamente, indicando exposição moderada a eventos extremos, ainda que os dados estejam defasados. Em conjunto, o dossiê revela um município com déficit estrutural histórico em saneamento — especialmente esgotamento sanitário — que pressiona negativamente as emissões de resíduos, ao mesmo tempo em que avanços recentes em cobertura de água e redução de emissões energéticas indicam potencial de melhoria caso haja investimento contínuo e atualização dos sistemas de monitoramento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

33.5%

2024

8
26.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

57.8%

2011

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2011

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

74.5%

2024

4
8.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

21.2%

2022

2
363.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

78.3%

2022

0
17.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

486.244 tCO₂e

2024

20
33.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.775 tCO₂e

2024

67
109.9% no período

Emissões de energia

SEEG

185 tCO₂e

2024

99
79.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.