JequeriMG
12.652 habitantes · IBGE 3135506
Resumo socioambiental
Jequeri/MG apresenta um quadro de saneamento básico ainda aquém dos padrões nacionais, com destaque negativo para a cobertura de água, que atingiu 58,0% em 2022 — abaixo da mediana nacional (76,5%) e de Minas Gerais (84,3%), posicionando o município no percentil 27. Em contrapartida, a coleta de esgoto evoluiu de forma expressiva, alcançando 100,0% em 2021 (percentil 100, acima da mediana nacional de 87,8%), o que representa um avanço relevante frente aos 70,7% registrados em 2009. Contudo, esse esgoto coletado não recebe qualquer tratamento: o indicador de tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2010, distante da mediana nacional de 37,7%, revelando um gargalo crítico — coleta universalizada sem destinação final adequada, o que compromete os ganhos ambientais da rede coletora.
A perda de água na distribuição caiu substancialmente, de 46,6% em 2015 para 12,5% em 2022, ainda que com leve alta frente aos 7,0% de 2021. Mesmo assim, o município permanece em posição relativamente favorável nesse quesito (percentil 10, melhor que a mediana nacional de 29,9%). Já os indicadores censitários mostram descompasso: apenas 68,6% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 37, abaixo da mediana nacional de 76,9%), e 29,2% ainda têm destino inadequado de resíduos em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (7,4%), situando Jequeri no percentil 73, mesmo com melhora de 43,9% em 2010.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 216.894 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 62), com trajetória oscilante e alta acumulada de 37,6% desde 2010. As emissões de resíduos, de 5.774 tCO₂e, guardam relação direta com a lacuna de tratamento de esgoto e a persistência de destinação inadequada de resíduos sólidos, ainda que estejam levemente abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). As emissões de energia recuaram para 9.842 tCO₂e, bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicador positivo de eficiência energética relativa.
Por fim, os registros de eventos extremos indicam vulnerabilidade a cheias, com 4 registros em 2016 (percentil 96, muito acima da mediana nacional de zero), enquanto não há registros de seca no mesmo ano. Em síntese, Jequeri avançou na universalização da coleta de esgoto e na redução de perdas de água, mas enfrenta desafios estruturais na ausência de tratamento de esgoto, na baixa cobertura de água e na alta destinação inadequada de resíduos — fatores que se reforçam mutuamente e pressionam tanto a saúde ambiental quanto o perfil de emissões do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
90.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
27.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
216.894 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.774 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.842 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
