JequiéBA
168.733 habitantes · IBGE 2918001
Resumo socioambiental
Jequié apresenta saneamento básico consistentemente acima da média nacional, mas com sinais de estagnação e retrocesso frente ao próprio histórico. A cobertura de água atingiu 91,5% em 2024, bem acima da mediana brasileira (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 80. Contudo, houve queda de -0,8% no último ano e recuo importante frente ao pico de 100% observado entre 2012 e 2018, indicando perda de dinamismo na expansão da rede. A perda de água na distribuição, de 21,0% em 2024, é o ponto positivo mais relevante: caiu 16,6% em um ano e está abaixo da mediana nacional (29,1%) e estadual (34,5%), sugerindo melhorias operacionais recentes que podem ter contribuído para liberar recursos ao sistema.
O esgotamento sanitário é o destaque do dossiê: a coleta de esgoto chegou a 83,1% (percentil 74) e o tratamento a 89,4% (percentil 92), ambos muito superiores às medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente). Essa combinação de alta coleta com alto tratamento é rara e coerente com o baixo percentual de destino inadequado de dejetos domiciliares (6,8% em 2022, também abaixo da mediana nacional de 14,9%). Ainda assim, chama atenção a existência de apenas 1 ETE registrada (2020) sustentando esse desempenho, o que representa um risco de concentração operacional — qualquer falha ou sobrecarga nessa unidade pode comprometer rapidamente os indicadores de tratamento, hoje um dos maiores ativos ambientais do município.
O quadro de emissões de GEE, por outro lado, é preocupante e contrasta com os avanços em saneamento. As emissões totais somaram 709.587 tCO₂e em 2024, com alta de 41,4% frente ao ano anterior, situando Jequié no percentil 86 nacional — muito acima da mediana de 138.513 tCO₂e. As emissões de resíduos, de 96.994 tCO₂e (percentil 97, alta de 48,7%), são particularmente alarmantes e não condizem com a boa cobertura de coleta domiciliar (79,7% em 2022); isso sugere que o problema está mais na gestão e destinação final dos resíduos do que na coleta em si. As emissões de energia também cresceram fortemente (353.781 tCO₂e, +58,9%, percentil 94), indicando pressão crescente da matriz energética local, ainda que a capacidade instalada em fontes como hidráulica (20 MW) e biomassa (400 kW) permaneça estável desde 2010, sem expansão que acompanhe esse crescimento de emissões.
Em síntese, Jequié combina uma infraestrutura de saneamento robusta e acima da média nacional — sobretudo em tratamento de esgoto — com uma trajetória de emissões crescente e desproporcional ao porte populacional, especialmente em resíduos e energia. Para os gestores, o desafio prioritário é investigar as causas do salto recente nas emissões de resíduos, dado o descompasso com os indicadores de coleta, e avaliar a resiliência do sistema de tratamento de esgoto frente à dependência de uma única ETE.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
83.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
89.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
21.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
20 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
20 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
709.587 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
96.994 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
353.781 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
