JequitaíMG

6.460 habitantes · IBGE 3135605

IA

Resumo socioambiental

Jequitaí/MG apresenta em 2022 cobertura de água de 65,7%, patamar abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 37 do país. A série histórica é preocupante: houve queda acentuada a partir de 2009 (85,0%) até mínimos próximos de 56-57% entre 2016 e 2017, com recuperação parcial nos últimos anos, mas ainda sem retomar o patamar original. A perda de água, de 30,3% em 2022, está próxima da mediana nacional (29,9%) e abaixo da UF (35,0%), indicando eficiência operacional mediana, ainda que a série mostre picos elevados entre 2014 e 2018 (acima de 36%).

Em saneamento domiciliar, o município avançou de forma expressiva: a coleta de resíduos atingiu 77,5% em 2022, salto de quase 47% desde 2010, superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda abaixo da média de MG (86,1%). Como contraponto, o destino inadequado de domicílios ainda alcança 21,3%, valor superior à mediana nacional (14,9%) e bem acima da UF (7,4%), evidenciando que, apesar da melhoria na coleta, uma parcela relevante dos resíduos não recebe destinação adequada — o que ajuda a explicar a relativa estabilidade das emissões de resíduos (3.075 tCO₂e em 2024, leve alta de 3,3% frente à década anterior).

No perfil de emissões totais de GEE, Jequitaí registrou 139.425 tCO₂e em 2024, com redução de 44,8% desde 2010, situando-se no percentil 50 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e), mas muito distante da escala estadual. A trajetória é marcada por forte volatilidade, com pico em 2013 (545.036 tCO₂e) provavelmente associado a mudanças de uso do solo, seguido de queda consistente. As emissões de energia (18.887 tCO₂e) acompanham de perto a mediana nacional, enquanto as de resíduos ficam bem abaixo (percentil 26), sugerindo que o setor energético é hoje o principal vetor de emissões locais, mais do que o manejo de resíduos.

Por fim, os registros de eventos extremos em 2016 — 5 cheias e 14 secas — colocam o município nos percentis 98 e 93, respectivamente, entre os mais afetados do país nesse ano, embora a ausência de série mais recente limite a avaliação de tendência. Esse histórico de vulnerabilidade hídrica reforça a importância de priorizar investimentos na recuperação da cobertura de água e na redução de perdas, dado que a fragilidade do sistema de abastecimento pode agravar os impactos de novos eventos climáticos extremos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.2%

2024

39
5.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.6%

2024

62
23.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.5%

2022

51
46.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.3%

2022

38
54.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

139.425 tCO₂e

2024

50
44.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.075 tCO₂e

2024

74
3.3% no período

Emissões de energia

SEEG

18.887 tCO₂e

2024

50
1.0% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.