JequitinhonhaMG
24.509 habitantes · IBGE 3135803
Resumo socioambiental
Jequitinhonha/MG apresenta quadro socioambiental misto, com avanços na gestão de perdas de água convivendo com retrocessos no saneamento básico. A cobertura de água caiu para 68,8% em 2024 (-2,7% no período), abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 44. Já a perda de água mostrou melhora expressiva, recuando para 12,1% (-58,3%), valor bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à UF (35,8%), colocando o município no percentil 9 — entre os melhores desempenhos do país nesse indicador, sinal de investimento em eficiência operacional da rede.
O esgotamento sanitário, entretanto, revela fragilidade estrutural. A coleta de esgoto atingiu 51,0% em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (78,2%), após ter alcançado patamares superiores a 70% entre 2011 e 2014 — indicando perda de capacidade de atendimento ao longo da década. O tratamento de esgoto, por sua vez, está em 40,9%, acima da mediana nacional (33,3%) e próximo da UF (44,6%), mas também em trajetória de queda frente ao pico de 56,5% em 2016, com apenas 1 ETE registrada no município (2020). Essa combinação de coleta insuficiente e tratamento decrescente ajuda a explicar por que o destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha caído para 21,7% (-33,7% desde 2010), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a UF (7,4%), no percentil 62 — pior que a maioria dos municípios brasileiros.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 734.748 tCO₂e em 2024, com salto expressivo frente a 2023 (223.479 tCO₂e), situando o município no percentil 86 nacional — entre os mais emissores. As emissões de resíduos, embora modestas em volume (11.135 tCO₂e), estão quase estagnadas há uma década e superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e), percentil 69, reforçando a necessidade de qualificar a destinação final de resíduos sólidos. As emissões de energia praticamente dobraram desde 2010, atingindo 21.016 tCO₂e (percentil 52).
Quanto a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheia em 2016, mas há 6 registros de seca observada, valor acima da mediana nacional (0) e alinhado ao padrão da UF, sugerindo vulnerabilidade à escassez hídrica que reforça a importância de manter os ganhos em eficiência da rede de água e de acelerar a recuperação da cobertura de coleta e tratamento de esgoto.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
68.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
51.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
40.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
12.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
734.748 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.135 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
21.016 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
