JeremoaboBA

39.501 habitantes · IBGE 2918100

IA

Resumo socioambiental

Jeremoabo apresenta indicadores de saneamento básico abaixo da média nacional, com desafios importantes em abastecimento de água e destinação de resíduos. A cobertura de água atingiu 54,5% em 2024, resultado ainda inferior à mediana nacional (73,2%) e ao patamar da Bahia (83,0%), posicionando o município no percentil 25 do país. Por outro lado, a perda de água na distribuição, de 13,1%, é comparativamente baixa frente à mediana nacional (29,1%) e à UF (34,5%), colocando o município no percentil 10 — ou seja, entre os melhores do Brasil neste quesito, o que indica eficiência operacional na rede apesar da cobertura limitada.

A coleta de esgoto, de 74,4% em 2024, superou a mediana nacional (59,9%) e a média estadual (56,9%), alcançando o percentil 63. Contudo, a série histórica revela oscilação preocupante, com queda para 32,4% em 2023 e recuperação parcial no ano seguinte, sugerindo instabilidade na prestação do serviço. O tratamento de esgoto, de 33,8%, ficou próximo da mediana nacional (33,3%), mas representa um salto abrupto após uma década inteira sem nenhum tratamento registrado (0% de 2011 a 2022), o que exige monitoramento para confirmar a consistência do dado. Essa fragilidade histórica no tratamento de esgoto se reflete no indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que embora tenha caído de 47,1% (2010) para 29,4% (2022), ainda é quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e supera a média baiana (17,1%), colocando o município no percentil 73 — entre os piores do país nesse aspecto.

No âmbito das emissões de gases de efeito estufa, Jeremoabo registrou crescimento expressivo: as emissões totais saltaram de 153.815 tCO₂e em 2010 para 555.154 tCO₂e em 2024 (+260,9%), valor quatro vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 82. As emissões de resíduos, de 18.364 tCO₂e, cresceram de forma constante (+64,8% desde 2010) e são quase três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), percentil 81 — coerente com a persistência de destinação inadequada de resíduos sólidos identificada no Censo. As emissões de energia também são elevadas frente ao Brasil (47.195 tCO₂e vs. mediana de 18.929 tCO₂e, percentil 69), indicando pressão ambiental crescente que acompanha o déficit estrutural em saneamento.

Em síntese, o município combina uma rede de distribuição de água eficiente (baixa perda) com cobertura insuficiente, avanços recentes mas instáveis em esgotamento sanitário, e uma trajetória de aumento significativo nas emissões de GEE, especialmente ligadas a resíduos. Os registros de eventos extremos (cheia e seca) em 2016, embora limitados a um único ano de dados, reforçam a vulnerabilidade climática da região. Recomenda-se priorizar investimentos em expansão da cobertura de água e consolidação do tratamento de esgoto, além de políticas de gestão de resíduos sólidos, dado seu vínculo direto com o aumento das emiss

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.5%

2024

25
7.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

74.4%

2024

63
25.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

33.8%

2024

50

Perda de água

SNIS/SINISA

13.1%

2024

90
11.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.3%

2022

34
25.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.4%

2022

27
37.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

555.154 tCO₂e

2024

18
260.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

18.364 tCO₂e

2024

19
64.8% no período

Emissões de energia

SEEG

47.195 tCO₂e

2024

31
41.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.