JericóPB
7.721 habitantes · IBGE 2507408
Resumo socioambiental
Jericó/PB apresenta quadro de saneamento básico preocupante em 2022, com cobertura de água de apenas 60,1%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado (77,2%), posicionando o município no percentil 30 do país. Mais grave é a trajetória de perdas de água, que saltou para 51,9% em 2022 — alta de 63,6% desde 2008 —, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média estadual (37,3%) e colocando o município no percentil 86, ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Essa combinação de queda na cobertura com aumento das perdas sugere deterioração da infraestrutura de distribuição, exigindo atenção prioritária da gestão local.
O esgotamento sanitário revela contraste relevante: a coleta de esgoto era de 98,8% em 2017, valor expressivo e acima da mediana nacional de 2021 (87,8%) e da UF (64,8%), mas o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2014, enquanto a mediana nacional em 2022 chega a 37,7%. Isso significa que praticamente todo o esgoto coletado é despejado sem qualquer tratamento, o que representa risco sanitário e ambiental direto para corpos hídricos locais, mesmo com boa cobertura de coleta.
No âmbito de resíduos sólidos, houve avanço: o destino inadequado de domicílios caiu de 38,5% (2010) para 17,4% (2022), redução de 54,8%, embora ainda acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%). Paralelamente, as emissões de resíduos cresceram 21,4% desde 2010, atingindo 3.393 tCO₂e em 2024 — ainda inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 29. As emissões totais de GEE do município somaram 26.890 tCO₂e em 2024, com queda expressiva frente ao pico de 2021 (46.413 tCO₂e), refletindo principalmente a redução em energia (-15,6% desde 2010), mas o município segue com emissões muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 10.
Por fim, os registros de eventos climáticos extremos em 2016 (2 cheias e 13 secas) posicionam Jericó em percentis altos de vulnerabilidade (87 e 92, respectivamente) frente ao cenário nacional, embora restritos a um único ano de observação. Combinando a fragilidade na infraestrutura de água, a ausência total de tratamento de esgoto e a exposição a eventos extremos, recomenda-se priorizar investimentos em redução de perdas hídricas e implantação de sistema de tratamento de esgoto, aproveitando a já elevada taxa de coleta como base para intervenção mais eficiente.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
48.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.8%
2017
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2017
Perda de água
SNIS/SINISA
42.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
26.890 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.393 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.802 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
