Jerônimo MonteiroES

12.079 habitantes · IBGE 3203106

IA

Resumo socioambiental

Jerônimo Monteiro apresenta um quadro de saneamento em deterioração acentuada, com destaque crítico para o tratamento de esgoto, que caiu de 56,0% (2023) para 0,0% em 2024 — retrocesso total que interrompe uma série historicamente forte (chegou a 100% em 2012). A cobertura de água, em 78,5% (2024), está estável e acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da média estadual (78,1%), colocando o município no percentil 58. Já a coleta de esgoto, também em 78,5%, sofreu queda de 12,8% em relação a anos recentes que registraram cobertura de até 100%, embora ainda supere a mediana nacional (59,9%) e a média do Espírito Santo (57,6%), no percentil 68. A perda de água, em 20,6%, melhorou 38% frente à série histórica e está abaixo da mediana nacional (29,1%) e estadual (31,7%), indicando gestão operacional relativamente eficiente da rede, mesmo com oscilações erráticas ano a ano (de 8,4% em 2020 a 41,5% em 2023).

O colapso do tratamento de esgoto é o ponto mais preocupante do dossiê: o município dispõe de apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional, e a suspensão total do tratamento em 2024 sugere possível paralisação operacional da estação, não necessariamente falta de infraestrutura. Esse recuo coloca Jerônimo Monteiro no percentil 24 nacional para tratamento, abaixo da mediana do país (33,3%) e do estado (43,5%), configurando um risco sanitário e ambiental direto, especialmente por lançar esgoto coletado sem tratamento em corpos hídricos. Essa falha dialoga com os indicadores censitários: 10,8% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), mas bem acima da média capixaba (6,9%), e a cobertura de coleta domiciliar caiu de 79,3% (2010) para 74,0% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram 30,2% desde 2010, atingindo 66.348 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 28 — resultado positivo. Entretanto, as emissões de resíduos aumentaram 16,2% no último ano, para 6.089 tCO₂e, próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e), e as emissões de energia cresceram 12,9%, para 14.578 tCO₂e, abaixo da mediana (18.929 tCO₂e). O aumento das emissões de resíduos, combinado à interrupção do tratamento de esgoto, sugere fragilidade na gestão de efluentes e resíduos sólidos, contrariando a tendência de queda observada nas emissões totais.

Eventos climáticos extremos também merecem atenção: o município registrou 4 ocorrências de cheia em 2016, no percentil 96 nacional, indicando vulnerabilidade hidrológica elevada comparada à maioria dos municípios brasileiros, embora sem registros de seca no mesmo ano. Diante desse cenário, a prioridade imediata dos gestores deve ser a retomada urgente do tratamento de esgo

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.5%

2024

58
0.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

78.5%

2024

68
12.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.6%

2024

74
38.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.0%

2022

45
6.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.8%

2022

59
48.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

66.348 tCO₂e

2024

72
30.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.089 tCO₂e

2024

51
16.2% no período

Emissões de energia

SEEG

14.578 tCO₂e

2024

55
12.9% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.