JerumenhaPI
4.600 habitantes · IBGE 2205300
Resumo socioambiental
Jerumenha/PI apresenta quadro socioambiental preocupante, com defasagem estrutural em saneamento e forte deterioração recente nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu para 59,7% em 2022, revertendo trajetória de melhora que havia atingido 80,3% em 2020 — o recuo de 2021 a 2022 é atípico e coloca o município no percentil 30 nacional, abaixo da mediana do país (76,5%) e da média estadual (73,0%). A perda de água, embora tenha recuado significativamente desde os picos históricos (chegou a mais de 80% entre 2009 e 2012), ainda está em 44,4% em 2022, patamar superior à mediana nacional (29,9%), no percentil 78 — ou seja, entre os piores do Brasil, indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de cobertura observado no período.
No esgotamento sanitário, a evolução é positiva em termos relativos, mas o nível absoluto permanece crítico: a coleta de esgoto chegou a apenas 40,9% dos domicílios em 2022 (percentil 8, muito abaixo da mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado de dejetos, apesar de ter caído de 79,1% para 35,2% entre 2010 e 2022, ainda supera a mediana do país (14,9%) e a média do Piauí (26,3%), no percentil 80. Essa lacuna de saneamento básico é coerente com o padrão observado nas emissões de resíduos, que cresceram 55,3% desde 2010 e somaram 2.344 tCO₂e em 2024 — ainda assim, abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de cobertura e tratamento do que de volume de resíduos gerados.
O dado mais alarmante do dossiê é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 644.950 tCO₂e em 2023 para 2.280.507 tCO₂e em 2024, alta de 1.310% frente a 2010 e percentil 96 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora ainda distante da escala estadual (81,7 milhões tCO₂e). Como as emissões de energia (5.535 tCO₂e) e resíduos (2.344 tCO₂e) são comparativamente baixas e estáveis, o salto de 2024 indica forte contribuição de outros setores, provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária, não capturados em detalhe neste dossiê, mas que merecem investigação prioritária pela gestão municipal.
Em recursos hídricos, o município registrou 7 ocorrências de seca em 2016 (percentil 81, acima da mediana nacional zero) e nenhum registro de cheia no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), porém superior à média estadual (2,942), no percentil 50 — um cenário de vulnerabilidade moderada que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, especialmente diante da reversão de ganhos observada na cobertura de água em 2022.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
53.9%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
47.0%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
40.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
35.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.280.507 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.344 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.535 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
