Jijoca de JericoacoaraCE

27.662 habitantes · IBGE 2307254

IA

Resumo socioambiental

Jijoca de Jericoacoara apresenta um saneamento básico ainda frágil, embora em trajetória de melhora recente. A cobertura de água atingiu 64,1% em 2024, com salto expressivo desde 2022 (49,5%) após período de estagnação e até recuo entre 2016 e 2021, mas ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média cearense (71,6%), posicionando o município no percentil 37. A coleta de esgoto é o ponto mais crítico: apenas 18,3% em 2024, muito distante da mediana nacional (59,9%) e mesmo da UF (37,4%), colocando o município no percentil 14 — situação agravada pela oscilação da série, que chegou a superar 30% entre 2016 e 2021 e depois caiu drasticamente para 9,8% em 2023 antes de recuperar parte do terreno. Em contraste, o tratamento de esgoto é relativamente melhor posicionado, com 44,1% em 2024 (percentil 57, acima da mediana nacional de 33,3%), sugerindo que o esgoto coletado é tratado com eficiência razoável, mas o gargalo está na baixa cobertura da coleta em si.

A perda de água na distribuição, de 27,6% em 2024, está próxima da mediana nacional (29,1%) e bem abaixo da média estadual (40,5%), indicando gestão operacional mediana, embora a série mostre histórico de perdas ainda maiores (até 37,7% em 2019). Do lado dos domicílios, o Censo 2022 mostra avanço robusto na coleta de resíduos (79,9%, acima da mediana nacional de 76,9%) e queda acentuada do destino inadequado, de 43,8% em 2010 para 16,1% em 2022, ainda que ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 87.877 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas as emissões de resíduos chamam atenção: 14.001 tCO₂e, mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando o município no percentil 76 — um reflexo direto da baixa cobertura de coleta de esgoto e da pressão populacional turística sobre a gestão de resíduos sólidos e líquidos. As emissões de energia também cresceram fortemente (+278,8% desde 2010, atingindo 48.502 tCO₂e em 2024), acima da mediana nacional, provavelmente associadas à expansão da infraestrutura turística.

Em síntese, Jijoca de Jericoacoara evolui positivamente em água e resíduos domiciliares, mas enfrenta déficit estrutural na coleta de esgoto, o que pressiona as emissões de resíduos e exige investimento prioritário em rede coletora para destravar o potencial já instalado de tratamento (ETEs com 2 unidades, percentil 89 nacional em 2020) e reduzir riscos ambientais associados ao crescimento urbano-turístico do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.1%

2024

37
96.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

18.3%

2024

14
184.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

44.1%

2024

57
74.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.6%

2024

54

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.9%

2022

56
42.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.1%

2022

48
63.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

87.877 tCO₂e

2024

64
116.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.001 tCO₂e

2024

24
144.2% no período

Emissões de energia

SEEG

48.502 tCO₂e

2024

31
278.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.