JiquiriçáBA

14.066 habitantes · IBGE 2918209

IA

Resumo socioambiental

Jiquiriçá/BA apresenta quadro crítico no saneamento básico, com desempenho muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água chegou a apenas 39,5% em 2022, no percentil 11 do país, bem distante da mediana nacional de 76,5% e do próprio patamar estadual (80,7%). Chama atenção a queda abrupta a partir de 2020, quando o indicador recuou de 50,5% (2019) para 39,5%, mantendo-se estagnado desde então. A coleta de esgoto também é limitada, com 54,4% em 2021 (percentil 28), inferior à mediana nacional de 87,8%, embora superior à média baiana de 63,0%.

Por outro lado, o tratamento de esgoto é o ponto positivo do município: 70,3% em 2022, no percentil 69, superando com folga a mediana nacional (37,7%) e a UF (53,1%). A presença de 2 ETEs (2020), acima da mediana nacional de 1 unidade, ajuda a explicar essa performance. Esse contraste entre baixa cobertura de coleta e alto índice de tratamento sugere que o esgoto efetivamente coletado é bem tratado, mas a maior parte da população ainda não está conectada à rede — reforçado pelo indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, ainda elevado em 43,3% (2022, percentil 88), apesar da melhora de 22,9% desde 2010.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 72.434 tCO₂e em 2024, no percentil 31 (abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), com trajetória bastante oscilante ao longo da série — picos em 2019 (293.892 tCO₂e) e 2021 (186.710 tCO₂e) indicam eventos pontuais, provavelmente ligados a mudanças de uso do solo. As emissões de resíduos, de 4.987 tCO₂e (percentil 42), guardam coerência com o quadro sanitário: a alta perda de água (16,1% em 2022, ainda que abaixo da mediana nacional de 29,9%) e o baixo acesso à coleta de esgoto e resíduos sólidos apontam para ineficiências na infraestrutura que pressionam tanto a saúde pública quanto o desempenho ambiental do município.

Em síntese, Jiquiriçá enfrenta um déficit estrutural em abastecimento de água e coleta de esgoto/resíduos, com posição desfavorável frente ao Brasil e à Bahia, enquanto se destaca positivamente na eficiência do tratamento de esgoto coletado. Investimentos prioritários em expansão de rede de água e coleta poderiam reduzir a exposição ambiental e sanitária da população, aproveitando a capacidade de tratamento já instalada.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

46.9%

2024

18
9.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

32.6%

2024

25
44.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

65.6%

2024

73
29.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

12.4%

2024

91
49.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

51.1%

2022

16
16.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.3%

2022

12
22.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

72.434 tCO₂e

2024

69
114.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.987 tCO₂e

2024

58
29.0% no período

Emissões de energia

SEEG

15.046 tCO₂e

2024

55
769.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.