JitaúnaBA

14.815 habitantes · IBGE 2918308

IA

Resumo socioambiental

Jitaúna/BA apresenta quadro de saneamento básico aquém dos padrões nacionais e com sinais de deterioração operacional. A cobertura de água atingiu 71,3% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (83,0%), posicionando o município no percentil 48. Mais preocupante é a trajetória da perda de água na distribuição, que saltou de patamares abaixo de 10% até 2018 para 25,2% em 2024 — variação de +225,5% no período —, indicando ineficiência crescente na gestão da rede, embora ainda abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (34,5%).

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: a coleta de esgoto estagnou em 39,4% desde 2014, sem atualização posterior, e o tratamento permanece em 0,0%, ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento. Esse cenário é consistente com os dados do Censo IBGE, que mostram queda na cobertura domiciliar de coleta de resíduos sólidos (de 71,6% em 2010 para 64,6% em 2022, percentil 31) e aumento do destino inadequado de resíduos domiciliares, que chegou a 24,4% em 2022 — bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), no percentil 66. A combinação de ausência de tratamento de esgoto com destinação inadequada de resíduos sugere pressão ambiental relevante sobre corpos hídricos e solo, ainda que não haja registros de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016 que corroborem impactos hidrológicos diretos.

Em emissões de GEE, Jitaúna está relativamente bem posicionado frente ao país: as emissões totais somaram 77.810 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 33), embora com alta de 27% frente a 2023 e forte oscilação ao longo da série. As emissões de resíduos (5.771 tCO₂e, percentil 47) acompanham o agravamento da gestão de coleta e destinação observado nos dados do Censo, enquanto as emissões de energia, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), cresceram 36% desde 2010, indicando aumento do consumo energético municipal.

Em síntese, o município enfrenta desafio estrutural em saneamento — especialmente na ausência de tratamento de esgoto e no aumento das perdas de água — que não se reflete diretamente em emissões elevadas, mas compromete a qualidade ambiental local e a saúde pública. A convergência entre baixa cobertura de coleta domiciliar, alto índice de destino inadequado e estagnação dos indicadores de esgoto desde 2014 aponta para necessidade de investimento prioritário em infraestrutura de saneamento básico.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.3%

2024

48
8.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

39.4%

2014

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2014

Perda de água

SNIS/SINISA

25.2%

2024

60
225.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.6%

2022

31
9.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.4%

2022

34
14.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

77.810 tCO₂e

2024

67
27.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.771 tCO₂e

2024

53
6.6% no período

Emissões de energia

SEEG

7.991 tCO₂e

2024

69
36.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.