João CâmaraRN

34.768 habitantes · IBGE 2405801

IA

Resumo socioambiental

João Câmara/RN apresenta em 2024 cobertura de água de 75,5%, praticamente no patamar da mediana nacional (73,2%) e da UF (75,1%), posicionando o município no percentil 54. Contudo, a série histórica revela instabilidade: após atingir 100% em 2018, o indicador recuou continuamente, sugerindo perda de capacidade operacional ou de manutenção da rede. Essa fragilidade é reforçada pela perda de água de 57,8% em 2024, muito acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (40,7%), colocando o município no percentil 89 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, com tendência de piora nos últimos dois anos (+14,7% desde 2022).

No saneamento de esgoto, o quadro é misto. A coleta atingiu apenas 37,6% em 2024, abaixo da mediana nacional (59,9%), embora acima da UF (33,8%), resultando no percentil 29. Já o tratamento de esgoto chegou a 55,1%, superando tanto a mediana nacional (33,3%) quanto a UF (39,8%), com percentil 64 — um contraste que indica que o esgoto coletado é tratado com boa eficiência, mas a rede de coleta ainda não alcança parcela expressiva da população. Essa lacuna se reflete nos dados do Censo: 18,5% dos domicílios têm destino inadequado de esgoto em 2022, acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (9,3%), apesar da melhora de 27,2% desde 2010.

Nas emissões de GEE, o município somou 166.708 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 55, após forte alta desde 2022 (+76,1%). As emissões de resíduos (13.999 tCO₂e) e de energia (62.168 tCO₂e) estão bem acima das medianas nacionais (6.191 e 18.929 tCO₂e, respectivamente), com percentis 76 e 74 — coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto, que tende a elevar emissões associadas a disposição inadequada de resíduos e efluentes. Por outro lado, o município destaca-se positivamente na matriz energética limpa, com potência eólica instalada de 742 MW em 2024, muito superior à mediana nacional (126 MW), no percentil 93 — embora estagnada desde 2018, sem novos investimentos registrados.

Em síntese, João Câmara combina um parque eólico relevante e tratamento de esgoto acima da média nacional com desafios estruturais expressivos: perdas de água muito elevadas, baixa cobertura de coleta de esgoto e emissões de resíduos e energia acima do padrão nacional. Os registros de cheia (1) e seca (11) em 2016, embora datados, reforçam a necessidade de monitoramento hídrico contínuo diante da vulnerabilidade já evidenciada na gestão da água.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.5%

2024

54
8.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

37.6%

2024

29
108.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

55.1%

2024

64
674.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

57.8%

2024

11
14.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.8%

2022

55
7.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.5%

2022

43
27.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

742 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

742 MW

2024

93
1772.6% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

166.708 tCO₂e

2024

45
76.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.999 tCO₂e

2024

24
28.3% no período

Emissões de energia

SEEG

62.168 tCO₂e

2024

26
11.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.