João DiasRN
2.093 habitantes · IBGE 2405900
Resumo socioambiental
João Dias/RN apresenta quadro crítico de saneamento básico, com desempenho consistentemente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 34,6% em 2022, muito inferior à mediana nacional (76,5%) e à média do Rio Grande do Norte (79,8%), posicionando o município no percentil 8 — ou seja, entre os piores do país. A série histórica revela instabilidade grave, com anos de cobertura zerada (2012-2013 e 2016-2018), sugerindo falhas no reporte ou colapso temporário do serviço. A perda de água, embora tenha recuado para 29,9% em 2022 (queda de 49,8% frente a 2021), ainda iguala a mediana nacional, indicando que a melhora recente pode refletir redução artificial da rede operante mais do que ganho real de eficiência.
O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A destino inadequado de dejetos atinge 35,2% dos domicílios em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e quase quatro vezes o valor do RN (9,3%), colocando João Dias no percentil 80 — entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar da melhora de 27,6% desde 2010. A coleta de resíduos domiciliares, em 64,6%, também fica abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,4%), no percentil 31. Essa lacuna de saneamento ajuda a explicar por que as emissões de resíduos são a principal fonte de GEE do município: 1.902 tCO₂e em 2024, valor que supera as emissões de energia (436 tCO₂e) e representa a maior parcela do total de emissões (1.681 tCO₂e), com viés de alta constante desde 2010.
Em termos absolutos, o perfil de emissões de João Dias é irrisório frente ao cenário nacional — o total de 2024 está no percentil 4, e as emissões de energia no percentil 1, refletindo o pequeno porte populacional (~2.093 habitantes). Ainda assim, a trajetória de crescimento das emissões (+247,3% desde 2010, com oscilações entre valores negativos e positivos) acompanha o aumento da geração de resíduos mal geridos, reforçando a relação entre deficiência de saneamento e pressão ambiental local.
Os registros de eventos hidrológicos de 2016 completam o diagnóstico de vulnerabilidade: o município registrou 1 evento de cheia (percentil 76) e 10 registros de seca (percentil 86), indicando exposição elevada a extremos climáticos em comparação ao restante do país. Combinada à baixa cobertura de água e ao déficit de esgotamento sanitário, essa vulnerabilidade hídrica sinaliza a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento como prioridade para reduzir riscos socioambientais e melhorar a qualidade de vida da população.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
33.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
51.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
35.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.681 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.902 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
436 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
10
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
