João RamalhoSP

4.456 habitantes · IBGE 3525607

IA

Resumo socioambiental

João Ramalho apresenta quadro socioambiental misto, com saneamento básico ainda relativamente estável na cobertura, mas com deterioração recente e preocupante no tratamento de esgoto. A cobertura de água está em 84,2% (2022), acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil 62, embora distante do valor do estado de São Paulo (95,2%). A coleta de esgoto, de 90,7% (2021), também supera a mediana do país (87,8%), mas revela queda de 9,3% frente aos patamares históricos, que chegavam a 100% até 2018. O dado mais crítico é o tratamento de esgoto, que despencou de patamares acima de 80% ao longo da série histórica para apenas 32,4% em 2022 — queda de 59,5% em um único ano —, ficando abaixo da mediana nacional (37,7%) e bem aquém da média estadual (69,6%). Esse colapso no tratamento, mesmo com coleta elevada, sugere possível problema operacional na única ETE do município (1 unidade, 2020), o que pode estar direcionando esgoto coletado sem tratamento adequado para corpos hídricos.

A perda de água na distribuição, de 30,6% (2022), é outro ponto de atenção: houve alta de 53,1% em relação a anos recentes de melhor desempenho (14,8% em 2020), embora o valor atual esteja próximo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%). Essa oscilação acentuada indica instabilidade na gestão operacional do sistema de abastecimento, que merece investigação para evitar desperdício de recursos hídricos e possíveis perdas comerciais.

Do lado positivo, os indicadores de resíduos sólidos domiciliares mostram evolução favorável: a coleta de resíduos alcançou 93,7% dos domicílios em 2022 (percentil 87, bem acima da mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado caiu para 3,7%, uma redução de 66,1% frente a 2010, embora ainda superior ao valor médio do estado (1,0%). Essa melhoria na gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que recuaram para 2.208 tCO₂e em 2024 (queda de 23,9% desde 2010), valor bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço geral de emissões de GEE, o município registrou 106.520 tCO₂e em 2024, redução expressiva de 38,9% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 42). As emissões de energia também caíram fortemente, para 6.148 tCO₂e (queda de 74,4%), reforçando uma trajetória de descarbonização consistente nos setores de energia e resíduos. Não há registros de eventos de cheia (2016), mas há um registro de seca observada no mesmo ano, indicando necessidade de monitoramento hídrico contínuo, especialmente diante da instabilidade nos indicadores de perdas de água e tratamento de esgoto, que devem ser prioridade de investimento público nos próximos ciclos de planejamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.4%

2024

74
3.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

88.4%

2024

81
11.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

83.8%

2024

88
4.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

5.4%

2024

98
73.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.7%

2022

87
5.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.7%

2022

81
66.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

106.520 tCO₂e

2024

58
38.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.208 tCO₂e

2024

85
23.9% no período

Emissões de energia

SEEG

6.148 tCO₂e

2024

75
74.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.