Joaquim GomesAL
17.386 habitantes · IBGE 2703809
Resumo socioambiental
Joaquim Gomes/AL apresenta um quadro de saneamento básico frágil, com cobertura de água de apenas 51,5% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (76,9%), posicionando o município no percentil 21 do país. A série histórica mostra que o indicador já foi superior a 60% entre 2011 e 2012, com queda progressiva desde então, sinalizando estagnação ou retrocesso no investimento em expansão da rede. Em contrapartida, a perda de água no sistema de distribuição caiu expressivamente para 16,3% em 2022 (variação de -51% no ano), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,9%), o que indica ganho de eficiência operacional mesmo com baixa cobertura — um sinal positivo de gestão, mas que não resolve o problema de acesso.
O esgotamento sanitário revela uma contradição relevante: a coleta de esgoto atinge 98,1% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e destacando-se muito acima da média alagoana (30,1%, percentil 64), porém o tratamento de esgoto é 0,0% no mesmo ano, enquanto a mediana nacional é 37,7%. Isso significa que praticamente todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, o que provavelmente pressiona a qualidade dos corpos hídricos locais e ajuda a explicar por que 33,2% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos (2022), taxa mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e do estado (13,0%), no percentil 78 — apesar da melhora de 19,1% desde 2010.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 62.657 tCO₂e em 2024, com queda de 4,5% frente a 2023, e o município permanece abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 27. Contudo, dois vetores preocupam: as emissões de resíduos cresceram 9,2% no ano, atingindo 8.778 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 62) — coerente com a ausência de tratamento de esgoto e o alto índice de destinação inadequada de resíduos domiciliares; e as emissões de energia saltaram 350,6% desde 2010, chegando a 14.307 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em síntese, Joaquim Gomes combina eficiência recente na distribuição de água com défices estruturais graves em cobertura hídrica, tratamento de esgoto e destinação de resíduos, fatores que se reforçam mutuamente e ampliam a pressão ambiental, exigindo priorização de investimentos em tratamento de esgoto e ampliação do acesso à água tratada.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
68.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.1%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2021
Perda de água
SNIS/SINISA
45.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
60.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
62.657 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.778 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.307 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
