Joaquim PiresPI

14.175 habitantes · IBGE 2205409

IA

Resumo socioambiental

Joaquim Pires/PI apresenta em 2022 cobertura de água de apenas 40,0%, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 12 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar de crescimento de 41,1% desde 2008. A perda de água na distribuição, de 43,8% em 2022, é superior à mediana nacional (29,9%) e à do estado (46,4%), indicando ineficiência operacional que agrava o déficit de cobertura: o sistema perde quase metade do que capta enquanto ainda não atende a maioria da população.

No saneamento, o quadro é mais crítico. Embora a coleta de esgoto tenha atingido 99,3% em 2012 (dado desatualizado, sem série recente), o Censo 2022 mostra que apenas 37,9% dos domicílios têm coleta de resíduos sólidos, bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e do estado (70,4%), no percentil 7. Mais grave é o destino inadequado de resíduos domiciliares, que atinge 62,0% dos domicílios (2022), colocando o município no percentil 98 nacional — entre os piores do país, ainda que tenha reduzido 9,9% desde 2010. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 134,3% entre 2010 e 2024, chegando a 10.201 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando que o problema de destinação inadequada tem impacto climático crescente e consistente com a falta de infraestrutura de coleta.

O tratamento de esgoto, em 39,5% (2022), está ligeiramente acima da mediana nacional (37,7%) e do estado (25,7%), percentil 51, mas retrocedeu 26,4% desde 2012 (53,7%), sinalizando perda de capacidade operacional apesar de o município contar com apenas 1 ETE, no percentil 77 estadual. As emissões totais de GEE somaram 282.241 tCO₂e em 2024, com queda de 12,7% na década, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 69. Registros de cheia (2) e seca (7) em 2016 também superam a mediana nacional, reforçando a vulnerabilidade hídrica do município.

Em síntese, Joaquim Pires enfrenta déficit estrutural de acesso à água e à coleta de resíduos, com indicadores entre os piores do país, enquanto as emissões de resíduos crescem de forma acelerada — sugerindo que investimentos prioritários em ampliação de cobertura de água, redução de perdas e universalização da coleta de resíduos trariam ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência de recursos e mitigação climática.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.8%

2023

3.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

23.3%

2023

76.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

57.6%

2023

7.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

57.6%

2023

54.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

37.9%

2022

7
21.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

62.0%

2022

2
9.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

282.241 tCO₂e

2024

31
12.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.201 tCO₂e

2024

33
134.3% no período

Emissões de energia

SEEG

8.145 tCO₂e

2024

69
31.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.