Joca MarquesPI

5.535 habitantes · IBGE 2205458

IA

Resumo socioambiental

Joca Marques/PI apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 37,1% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e média estadual de 73,0% — colocando o município no percentil 10 do país. A coleta de esgoto é ainda mais preocupante: apenas 12,7% dos domicílios são atendidos (percentil 1 nacional), e houve retrocesso de -56,1% desde 2010, quando o índice era de 28,8%. Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 64,0% dos domicílios, no percentil 98 — entre os piores do Brasil, embora com leve melhora de -10,1% em relação a 2010. A perda de água na distribuição, de 46,2% (2022), supera a mediana nacional (29,9%) e está alinhada ao alto índice estadual (46,4%), sinalizando ineficiência operacional que se soma à baixa cobertura.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 71.104 tCO₂e em 2024, com queda de -30,1% frente a 2010, mas com forte oscilação na série — destaque para o pico atípico de 187.784 tCO₂e em 2023, seguido de retorno ao patamar anterior. O município está no percentil 30 nacional, abaixo da mediana (138.513 tCO₂e), indicando escala de emissões relativamente contida. Entretanto, dois setores mostram trajetória de alta preocupante: as emissões de resíduos cresceram +92,6% desde 2010 (para 2.802 tCO₂e em 2024), refletindo o agravamento do problema de destinação inadequada de dejetos já identificado no saneamento; e as emissões de energia dispararam +163,3% no período, atingindo 2.621 tCO₂e.

Os registros de eventos hidrológicos extremos, embora com dados limitados a 2016, mostram exposição relevante: 2 registros de cheia (percentil 87) e 7 de seca (percentil 81), sugerindo vulnerabilidade climática que pode ser agravada pela baixa infraestrutura de saneamento e alta perda hídrica.

Em síntese, Joca Marques enfrenta déficit estrutural grave em saneamento — com destaque negativo em coleta e destinação de esgoto —, que se conecta diretamente ao crescimento das emissões por resíduos. Embora as emissões totais de GEE estejam controladas em termos comparativos, a tendência de alta em resíduos e energia, associada à precariedade do saneamento, aponta para a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto como prioridade imediata de gestão.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

37.1%

2022

10
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

46.2%

2022

20
0.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

12.7%

2022

1
56.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

64.0%

2022

2
10.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

71.104 tCO₂e

2024

70
30.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.802 tCO₂e

2024

78
92.6% no período

Emissões de energia

SEEG

2.621 tCO₂e

2024

90
163.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.