JordâniaMG

10.536 habitantes · IBGE 3136504

IA

Resumo socioambiental

Jordânia/MG apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços recentes em perdas de água e emissões, mas déficits estruturais em tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 70,0% em 2024, ligeiramente abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 46. Mais preocupante é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde ao menos 2012, enquanto a mediana nacional chega a 33,3% e a UF a 44,6% — um gargalo grave, já que a coleta de esgoto é alta (99,4% em 2017), indicando que o esgoto é captado mas não tratado antes do descarte, com potencial impacto direto na qualidade dos corpos hídricos locais.

No manejo de resíduos sólidos, o cenário é parcialmente positivo: a coleta domiciliar chega a 78,2% (2022), acima da mediana nacional (76,9%), mas ainda distante da UF (86,1%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos afeta 20,8% dos domicílios, taxa superior à mediana do país (14,9%) e bem acima da UF (7,4%), colocando o município no percentil 61 — um sinal de atenção, especialmente porque as emissões de resíduos aumentaram +19,7% desde 2010, atingindo 5.682 tCO₂e em 2024, valor próximo à mediana nacional.

Do ponto de vista climático, Jordânia mostra trajetória favorável nas emissões totais de GEE, que caíram -35,8% desde 2010, fechando 2024 em 85.060 tCO₂e — abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 35. As emissões de energia, embora ainda pequenas em termos absolutos (5.003 tCO₂e, percentil 21), cresceram +27,6% no período, um contraponto à tendência geral de queda que merece monitoramento. A perda de água na distribuição também recuou de forma expressiva, de 25,5% (2010) para 15,3% (2024), variação de -40%, superando a média nacional (29,1%) e estadual (35,8%), o que sugere investimentos efetivos em infraestrutura hidráulica.

Em síntese, o município avançou em eficiência hídrica e redução de emissões totais, mas enfrenta desafios estruturais em saneamento — sobretudo a ausência total de tratamento de esgoto e o destino inadequado de resíduos acima da média nacional. Recomenda-se priorizar investimentos em estações de tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos, aproveitando a base de coleta já consolidada, para converter os ganhos ambientais recentes em melhorias sanitárias mais amplas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.0%

2024

46
0.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

99.4%

2017

10.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2017

Perda de água

SNIS/SINISA

15.3%

2024

86
40.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.2%

2022

52
6.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.8%

2022

39
22.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

85.060 tCO₂e

2024

65
35.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.682 tCO₂e

2024

53
19.7% no período

Emissões de energia

SEEG

5.003 tCO₂e

2024

79
27.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.