José Gonçalves de MinasMG

3.993 habitantes · IBGE 3136520

IA

Resumo socioambiental

José Gonçalves de Minas apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre saneamento de esgoto e abastecimento de água. A cobertura de água atingiu apenas 39,0% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 11 do país — entre os piores do Brasil neste quesito. Agrava esse cenário a perda de água na distribuição, que chegou a 54,8% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior ao índice de Minas Gerais (35,0%), indicando ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento, apesar do crescimento de 82,9% na cobertura desde 2008.

Em contraposição, o esgotamento sanitário mostra desempenho superior à média nacional: a coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021 (percentil 100), e o tratamento alcançou 61,0% em 2022, acima da mediana do país (37,7%) e da UF (44,5%), sustentado por uma ETE em operação desde 2020. Contudo, há uma divergência relevante entre as fontes: enquanto o SNIS indica cobertura plena de coleta, o Censo IBGE de 2022 aponta que apenas 60,3% dos domicílios têm acesso à coleta, com 39,3% ainda recebendo destino inadequado de dejetos — percentual muito superior à mediana nacional (14,9%) e ao índice mineiro (7,4%), sinalizando que a infraestrutura formal de esgotamento não alcança toda a população, especialmente em áreas rurais ou dispersas.

No aspecto climático, o município reduziu suas emissões totais de GEE de forma expressiva, de 152.649 tCO₂e em 2019 para 46.346 tCO₂e em 2024 (-55,4%), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, no entanto, permanecem estáveis em patamar baixo (1.377 tCO₂e em 2024, percentil 5), o que é coerente com o avanço relativo do tratamento de esgoto, mas contrasta com a lacuna de coleta domiciliar apontada pelo Censo. Já as emissões de energia cresceram de forma constante, atingindo 2.894 tCO₂e em 2024, ainda distantes da mediana nacional.

Por fim, o município convive com vulnerabilidade hídrica histórica: 12 registros de seca e 1 de cheia em 2016 colocam José Gonçalves de Minas nos percentis 90 e 76, respectivamente, entre os municípios mais afetados do país. Ainda assim, a projeção de segurança hídrica para 2035 (índice 4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,694), sugerindo expectativa de melhoria estrutural que deverá vir acompanhada de investimentos em redução de perdas e ampliação da cobertura de água, pontos mais críticos do diagnóstico atual.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

40.1%

2024

12
63.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

31.1%

2024

23
69.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

64.4%

2024

72

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.1%

2024

52
50.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.3%

2022

26
39.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.3%

2022

15
30.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

46.346 tCO₂e

2024

81
55.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.377 tCO₂e

2024

95
5.4% no período

Emissões de energia

SEEG

2.894 tCO₂e

2024

89

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.