José RaydanMG

4.352 habitantes · IBGE 3136553

IA

Resumo socioambiental

José Raydan/MG apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para o abastecimento de água: cobertura de apenas 35,8% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 9 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. A situação é agravada pela perda de água na distribuição, que saltou de 20,2% em 2008 para 30,1% em 2022 (alta de 49,0% no período), superando a mediana nacional (29,9%) e sinalizando ineficiência crescente na rede, que pressiona ainda mais a já baixa cobertura efetiva.

No esgotamento sanitário, a coleta é elevada (99,5% em 2021, percentil 70 nacional), mas esse número mascara um problema grave: o tratamento de esgoto é 0,0% em toda a série histórica (2014–2022), enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e a mineira 44,5%. Isso significa que praticamente todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, com risco direto à qualidade dos corpos hídricos. Esse quadro é coerente com os dados do Censo IBGE: apenas 37,9% dos domicílios têm coleta adequada (percentil 7, entre os piores do país) e 33,8% têm destino inadequado de resíduos, taxa mais que quatro vezes superior à mediana nacional (14,9%) e à mineira (7,4%), embora tenha havido melhora relativa desde 2010 (-39,4%).

No campo climático, as emissões totais de GEE cresceram significativamente, atingindo 139.190 tCO₂e em 2024 (+375,3% desde 2010), valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e), impulsionado sobretudo pelo forte avanço das emissões de energia, que quase quadruplicaram (+299,5%) no período, ainda que o município permaneça no percentil 31 nacional. As emissões de resíduos também cresceram (+29,8%), mas em ritmo mais moderado e com volume abaixo da mediana do país (percentil 16), o que é compatível com a ausência de tratamento de esgoto, que desloca a carga poluente para os corpos hídricos em vez de contabilizá-la como emissão atmosférica relevante.

Em síntese, José Raydan enfrenta um cenário de infraestrutura sanitária deficitária, com cobertura de água insuficiente e ausência total de tratamento de esgoto, exigindo investimentos prioritários em saneamento para reduzir riscos à saúde pública e aos recursos hídricos, ao mesmo tempo em que o crescimento das emissões de energia sinaliza necessidade de monitoramento da matriz energética local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.0%

2024

30
64.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

92.7%

2023

7.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

25.9%

2024

58
31.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

37.9%

2022

7
14.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.8%

2022

21
39.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

139.190 tCO₂e

2024

50
375.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.290 tCO₂e

2024

84
29.8% no período

Emissões de energia

SEEG

7.913 tCO₂e

2024

69
299.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.