Juarez TávoraPB
8.057 habitantes · IBGE 2507606
Resumo socioambiental
Juarez Távora apresenta um quadro de saneamento em deterioração, com sinais de alerta que merecem atenção prioritária da gestão municipal. A cobertura de água caiu para 75,6% em 2022, recuo de 7,5% frente à série histórica e abaixo do pico de 91,4% registrado em 2014, posicionando o município próximo à mediana nacional (76,5%) mas em trajetória de queda. Mais preocupante é a perda de água, que saltou para 37,9% em 2022 — alta de 182,1% desde 2008 —, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média estadual (37,3%), o que indica ineficiência crescente na distribuição e possível desperdício de recursos hídricos escassos numa região historicamente afetada por secas (7 registros de seca observados pela ANA em 2016, well acima da mediana nacional de 0).
No saneamento básico, a cobertura de coleta de resíduos domiciliares caiu de 78,7% (2010) para 64,8% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil estadual, enquanto o destino inadequado de resíduos subiu para 22,9%, superando a mediana nacional (14,9%) e a média da Paraíba (15,4%). Essa combinação de menor cobertura e destinação inadequada crescente se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que aumentaram 28,4% desde 2010, atingindo 20.952 tCO₂e em 2024 — valor que coloca o município no percentil 84 nacional, ou seja, entre os mais emissores nessa categoria relativamente ao porte populacional.
As emissões totais de GEE do município somaram 33.646 tCO₂e em 2024, com crescimento de 22,9% desde 2010, mas ainda assim situam-se no percentil 13 nacional, refletindo o pequeno porte populacional (~8.057 habitantes). Chama atenção o salto nas emissões de energia, que quase dobraram (+94,9%) no período, embora o valor absoluto (5.167 tCO₂e) permaneça modesto no contexto nacional (percentil 22).
Em síntese, o município enfrenta uma combinação preocupante de infraestrutura hídrica com perdas crescentes, saneamento em retrocesso e aumento de emissões ligadas a resíduos — um padrão que sugere necessidade de investimento em manutenção da rede de água, ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos, especialmente considerando a vulnerabilidade do território a eventos de seca já documentados.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
52.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
22.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
33.646 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
20.952 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.167 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
