Juazeiro do PiauíPI

5.311 habitantes · IBGE 2205516

IA

Resumo socioambiental

Juazeiro do Piauí apresenta quadro de saneamento crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atinge apenas 30,6% (2022), contra mediana nacional de 76,5% e média estadual de 73,0% — o município está no percentil 7, entre os piores do país. Agrava esse cenário a perda de água de 50,1% (2022), bem superior à mediana nacional (29,9%) e à média do Piauí (46,4%), posicionando o município no percentil 85 de perdas: mais da metade da água tratada não chega ao consumidor, o que sugere infraestrutura de distribuição obsoleta e ineficiência operacional persistente, apesar de queda de 21,5% em relação a anos anteriores.

O esgotamento sanitário é o ponto mais grave do dossiê. Apenas 45,9% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), e o destino inadequado de domicílios chega a 53,8%, muito acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (26,3%), colocando o município no percentil 95 — entre os piores do Brasil. Essa deficiência sanitária estrutural se reflete no crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 1.577 tCO₂e (2010) para 2.477 tCO₂e (2024), alta de 57,1%, mesmo com as emissões totais do município em forte queda (-89,5% no período).

As emissões totais de GEE somaram 3.750 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Juazeiro do Piauí no percentil 4 — entre os municípios de menor pegada climática do país. Contudo, essa redução é puxada majoritariamente pela queda expressiva em outros setores, já que as emissões de energia cresceram 386,3% no período (de 1.511 para 7.346 tCO₂e), evidenciando maior consumo energético que ainda não compromete o balanço geral, mas merece monitoramento.

Do ponto de vista hidrológico, não há registros de cheias (2016), mas a seca observada soma 10 registros no mesmo ano, situando o município no percentil 86 estadual de ocorrências de seca — indicador relevante para a gestão hídrica local, especialmente diante da baixa cobertura e das altas perdas no sistema de abastecimento de água. O conjunto dos dados aponta para a necessidade prioritária de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dado que os indicadores sanitários estão entre os mais deficientes do Brasil, enquanto os indicadores climáticos, embora favoráveis em termos absolutos, ainda carecem de melhor gestão de resíduos e energia.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

30.4%

2023

10.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

50.0%

2023

44.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.9%

2022

11
92.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.8%

2022

5
29.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

3.750 tCO₂e

2024

96
89.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.477 tCO₂e

2024

82
57.1% no período

Emissões de energia

SEEG

7.346 tCO₂e

2024

71
386.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.