JucásCE
24.591 habitantes · IBGE 2307403
Resumo socioambiental
Jucás/CE apresenta um quadro socioambiental marcado por avanço no abastecimento de água, mas retrocesso expressivo no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 92,7% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e do estado (71,6%), no percentil 82 — resultado de forte expansão desde 2010 (72,0%), embora com queda recente frente ao pico de 95,8% em 2021. Já a coleta de esgoto recuou para 27,5% em 2024, quase a metade do percentil observado em anos anteriores e muito abaixo da mediana nacional (59,9%), com variação de -45,4% na série histórica. O tratamento de esgoto é ainda mais crítico: apenas 8,9% em 2024, após dois anos (2022-2023) com 0% de tratamento, resultado distante da mediana nacional (33,3%) e do estado (36,1%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional, mas essa infraestrutura parece insuficiente ou subutilizada diante da queda abrupta no tratamento.
A perda de água na distribuição, embora tenha melhorado para 19,4% em 2024 (abaixo da mediana nacional de 29,1% e da UF de 40,5%), mostra trajetória extremamente instável, com picos de 76,3% em 2022 e forte recuo para 10,1% em 2023 — variação que sugere inconsistência operacional ou de medição, e não necessariamente ganho estrutural consolidado. No âmbito dos domicílios, a coleta de resíduos atende 61,0% (2022), aquém da mediana nacional (76,9%) e do estado (77,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda afeta 23,7% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%), no percentil 66 — indicando que a gestão de resíduos sólidos permanece um desafio relevante, coerente com o aumento das emissões de resíduos.
As emissões de GEE do município saltaram para 426.689 tCO₂e em 2024, com alta de 162,3% desde 2010, situando Jucás no percentil 77 nacional — patamar elevado mesmo descontando o pico atípico de 622.173 tCO₂e em 2023. As emissões de resíduos somaram 16.230 tCO₂e (2024), mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 79), refletindo diretamente a fragilidade na destinação adequada de esgoto e lixo. As emissões de energia também cresceram substancialmente (+210,6%), atingindo 38.245 tCO₂e, acima da mediana nacional. Some-se a isso a vulnerabilidade climática: o município registrou 18 ocorrências de seca em 2016, no percentil 98 nacional, indicando exposição hídrica crítica que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto para reduzir perdas e ampliar tratamento.
Em síntese, Jucás avançou consideravelmente no acesso à água potável, mas enfrenta deterioração acentuada no saneamento de esgoto e gestão de resíduos, com reflexos diretos no aumento das emissões de GEE. A combinação de baixo tratamento de esgoto, alta exposição à seca e crescimento de emissões sugere necessidade prioritária de investimento em estações de tratamento e em gest
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
27.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
8.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
61.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
23.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
426.689 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.230 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
38.245 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
18
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
