JucuruçuBA

9.944 habitantes · IBGE 2918456

IA

Resumo socioambiental

Jucuruçu/BA apresenta quadro de saneamento básico ainda distante da média nacional, embora com sinais recentes de avanço. A cobertura de água saltou de 32,6% (2023) para 56,5% em 2024, um salto expressivo após mais de uma década de estagnação entre 25% e 34%, mas o município ainda ocupa apenas o percentil 27 nacional, abaixo da mediana do Brasil (73,2%) e da Bahia (83,0%). Já a coleta de esgoto está congelada em 100,0% desde o único dado disponível (2010), sem registro de atualização, e chama atenção crítica a ausência total de tratamento de esgoto (0,0%), enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a da UF, 39,2% — um desequilíbrio relevante entre coletar e tratar que representa risco sanitário e ambiental direto aos corpos hídricos locais.

No que se refere a resíduos sólidos, o Censo 2022 mostra melhora relativa: domicílios com coleta subiram de 44,9% (2010) para 56,1%, e o destino inadequado caiu de 55,1% para 43,0% no mesmo período. Ainda assim, esse índice de destinação inadequada permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), posicionando o município no percentil 88 — entre os piores do país nesse quesito. Essa fragilidade na disposição final de resíduos, contudo, não se traduz em emissões elevadas do setor: as emissões de resíduos somaram 4.472 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de gestão e destinação do que de volume relativo de geração.

Quanto às emissões totais de GEE, o município registrou 443.097 tCO₂e em 2024, com queda acumulada de 47,3% desde 2010, mas ainda no percentil 78 nacional — bem acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), refletindo provável peso do uso da terra e agropecuária no perfil emissor local. Em contraponto, as emissões de energia cresceram significativamente (+273,2% desde 2010, atingindo 5.043 tCO₂e em 2024), embora permaneçam abaixo da mediana nacional. A perda de água na distribuição, por sua vez, é um ponto positivo: caiu para 12,0% em 2024, bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à da Bahia (34,5%), posicionando o município no percentil 8 — indicando eficiência operacional relativamente boa no sistema de abastecimento, mesmo com cobertura ainda limitada. Em síntese, Jucuruçu avança em água e eficiência de rede, mas exige atenção prioritária ao tratamento de esgoto e à destinação adequada de resíduos, ambos aquém dos padrões nacionais e estaduais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.5%

2024

27
123.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2010

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2010

Perda de água

SNIS/SINISA

12.0%

2024

92
19.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.1%

2022

21
25.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.0%

2022

12
22.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

21 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

21 MW

2024

64
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

443.097 tCO₂e

2024

22
47.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.472 tCO₂e

2024

62
3.3% no período

Emissões de energia

SEEG

5.043 tCO₂e

2024

79
273.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.