JuínaMT

47.800 habitantes · IBGE 5105150

IA

Resumo socioambiental

Juína/MT apresenta um quadro socioambiental marcado por contraste entre avanços no abastecimento de água e falhas graves no esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 87,8% em 2022, com crescimento expressivo de +70,3% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e ficando próxima da média estadual (87,2%), no percentil 67. A perda de água também é um ponto positivo, caindo para 1,8% em 2022 (percentil 3, entre os melhores do país), embora a série mostre oscilações relevantes, incluindo picos de 27% em 2019-2020, sugerindo instabilidade operacional que merece monitoramento.

O esgotamento sanitário, por outro lado, é o principal ponto crítico do município. A coleta de esgoto despencou para apenas 0,6% em 2021, um recuo de -90,6% em relação aos níveis já baixos de 2018 (5,9%), posicionando Juína no percentil 1 nacional — extremamente distante da mediana do país (87,8%) e da própria média estadual (61,9%). O tratamento de esgoto acompanha essa deterioração, em 2,3% (2022), abaixo da mediana nacional (37,7%) e estadual (42,5%), com apenas 1 ETE registrada no município (2020). Essa lacuna estrutural em saneamento é coerente com o percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos, em 16,2% (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e do índice estadual (11,2%), embora o indicador tenha melhorado -16,9% desde 2010.

No campo climático, as emissões de GEE do município são um dado de alta relevância: 2,8 milhões de tCO₂e em 2024, no percentil 97 nacional, com aumento de +600% desde 2010 — refletindo majoritariamente dinâmicas de uso da terra e mudanças de cobertura vegetal, dado o padrão de oscilação abrupta da série (de -560 mil tCO₂e em 2010 a picos de mais de 10 milhões em 2023). As emissões de resíduos, embora de magnitude bem menor (38.217 tCO₂e em 2024), cresceram +64% desde 2010 e colocam o município no percentil 92 nacional, evidenciando pressão crescente da gestão de resíduos sólidos, tema diretamente conectado à baixa cobertura de esgotamento sanitário.

Por fim, a segurança hídrica do município é um alerta importante: o índice projetado de 2,000 (2035) fica bem abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,631), posicionando Juína no percentil 14 — entre os mais vulneráveis do país nesse quesito. Combinado com a estagnação da potência hidráulica instalada (5 MW desde 2010, abaixo da mediana nacional de 6 MW) e o único registro de cheia em 2016, esses dados reforçam a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura de saneamento e resiliência hídrica para reverter as fragilidades identificadas, especialmente diante do crescimento populacional e da pressão ambiental já registrada nas emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.8%

2024

61
40.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

3.6%

2024

3
43.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

7.0%

2024

31
112.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

13.0%

2024

90

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.0%

2022

62
3.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.2%

2022

48
16.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

5 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

44
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.803.578 tCO₂e

2024

3
600.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

38.217 tCO₂e

2024

9
64.0% no período

Emissões de energia

SEEG

122.958 tCO₂e

2024

16
38.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.