Jundiaí do SulPR
3.366 habitantes · IBGE 4112900
Resumo socioambiental
Jundiaí do Sul apresenta um quadro de saneamento heterogêneo, com avanços no abastecimento de água mas defasagem crítica em esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 76,0% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e no percentil 54, embora ainda distante da média paranaense (89,5%) e com trajetória instável — o município chegou a superar 90% entre 2020 e 2022, mas recuou para 68,8% em 2023 antes de recuperar parte do índice. A perda de água, de 19,0%, é favorável ao comparativo nacional (mediana 29,1%) e estadual (29,0%), indicando gestão operacional relativamente eficiente da rede, situando o município no percentil 22 (quanto menor, melhor a posição).
O ponto crítico do dossiê é o esgotamento sanitário: apenas 23,1% de coleta e 7,0% de tratamento em 2024, ambos muito abaixo das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e do desempenho médio do Paraná (82,9% e 78,8%), posicionando o município nos percentis 17 e 31. Essa lacuna se reflete no indicador de destino inadequado de dejetos domiciliares, que embora tenha caído de 31,3% (2010) para 20,6% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e é quatro vezes o valor médio do estado (5,6%). A combinação de baixa cobertura de esgoto com destinação inadequada elevada sugere risco sanitário e ambiental relevante, especialmente para corpos hídricos locais, e deveria ser prioridade em investimentos futuros.
Em relação às emissões de GEE, o município apresenta desempenho comparativamente positivo: 113.615 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com redução de 14,4% desde 2010, refletindo provavelmente a queda em setores como energia e mudanças no uso da terra. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 16,4% no período, atingindo 2.251 tCO₂e em 2024 — tendência que dialoga diretamente com a fragilidade do saneamento, já que a baixa cobertura de tratamento de esgoto e a destinação inadequada de dejetos tendem a intensificar a geração de metano e outros gases residuais. As emissões de energia também subiram 10,8%, ainda que em valores absolutos baixos frente ao cenário nacional (percentil 10).
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos, mas não indica ausência de exposição, apenas falta de registro no período. Em síntese, o desafio central para Jundiaí do Sul é acelerar a universalização do esgotamento sanitário, dado o descompasso entre a evolução da água e o atraso estrutural em coleta e tratamento de esgoto, com potencial de reduzir tanto riscos à saúde pública quanto as emissões associadas a resíduos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
76.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
23.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
7.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
19.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
113.615 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.251 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.572 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
