JundiaíSP
460.313 habitantes · IBGE 3525904
Resumo socioambiental
Jundiaí apresenta saneamento básico consolidado e muito acima dos padrões nacionais, ainda que com sinais recentes de acomodação. A cobertura de água atingiu 98,6% em 2024, bem superior à mediana nacional de 73,2% e à média estadual de 96,6% (percentil 92), embora tenha recuado 1,4% frente aos anos anteriores. A coleta de esgoto chegou a 96,6% (percentil 92 nacional), com queda mais expressiva de 3,4% em relação à série histórica, que se manteve praticamente estável em 99,5%-100% entre 2009 e 2021. O tratamento de esgoto, por sua vez, evoluiu +6,6% no período e alcançou 94,8% em 2024, quase o triplo da mediana nacional (33,3%) e muito acima da média paulista (66,6%), sustentado pelas 3 ETEs municipais registradas em 2020. A perda de água na distribuição também melhorou de forma consistente, caindo para 26,4% em 2024 (-26% frente ao início da série), ficando abaixo tanto da mediana nacional (29,1%) quanto da estadual (28,2%), o que indica ganho de eficiência operacional relevante mesmo com a leve retração na cobertura de esgoto.
Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é misto. A quase inexistência de destinação inadequada de domicílios (0,1% em 2022) contrasta fortemente com a mediana nacional (14,9%) e a média estadual (1,0%), colocando o município em situação de destaque absoluto. Entretanto, a cobertura de coleta domiciliar recuou para 82,0% em 2022, queda de 17,9% frente aos quase 100% registrados em 2010, sinalizando possível defasagem no acompanhamento da expansão urbana. O número de unidades de destinação também caiu para apenas 1 unidade em 2025, uma redução de 83,3% frente ao pico de 6 unidades em 2012, o que pode explicar, em parte, o aumento persistente das emissões de resíduos, que somaram 263.913 tCO₂e em 2024 (+39,8% desde 2010) — muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 99 da distribuição nacional.
O perfil de emissões de GEE do município é dominado pelo setor energético, que respondeu por 1.356.218 tCO₂e em 2024 (percentil 99 nacional), refletindo o perfil industrial e urbano denso de Jundiaí. As emissões totais atingiram 1.594.955 tCO₂e, alta de 13,3% desde 2010, situando o município no percentil 93 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). A matriz elétrica local permanece pouco diversificada, com potência de biomassa estagnada em 3 MW desde 2010 (abaixo da mediana nacional de 5 MW) e geração térmica fóssil constante em 8 MW, sem sinais de descarbonização na matriz de geração distribuída.
Em síntese, Jundiaí figura entre os municípios brasileiros com melhor infraestrutura de saneamento, com indicadores de água, esgoto e tratamento muito superiores às referências nacionais e estaduais. Contudo, o crescimento contínuo das emissões de GEE, especialmente nos setores de energia e resíduos, associado à redução no número de unidades de dest
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
96.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
94.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
26.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
10 MW
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
8 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
26.3%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.594.955 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
263.913 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.356.218 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
