JunqueiroAL

24.381 habitantes · IBGE 2704005

IA

Resumo socioambiental

Junqueiro/AL apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 29,4% em 2024, ante mediana nacional de 73,2% e mediana estadual de 72,8%, posicionando o município apenas no percentil 6 do país. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta caiu para 3,4% (percentil 3 nacional) e o tratamento zerou completamente em 2024, revertendo os 11,8% alcançados em 2022 — uma regressão total do serviço que expõe a população a riscos sanitários relevantes. A perda de água na distribuição, de 59,7%, embora tenha recuado frente ao pico de 75,4% em 2023, permanece muito acima da mediana nacional (29,1%) e da mediana estadual (63,1%), evidenciando ineficiência operacional crônica do sistema.

Por outro lado, os indicadores censitários de resíduos sólidos mostram evolução positiva: a coleta domiciliar chegou a 85,8% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 8,8%, abaixo da mediana nacional (14,9%). Essa melhoria na gestão de resíduos, contudo, não se refletiu na redução das emissões do setor, que somaram 10.988 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e em trajetória ascendente desde 2010, sugerindo que o aumento da cobertura de coleta ainda não foi acompanhado por tratamento adequado dos resíduos captados.

As emissões totais de GEE do município somaram 103.601 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com variação de +23,4% desde 2010, puxada principalmente pelo setor de energia, que cresceu 27% no período e ultrapassou a mediana nacional (26.592 tCO₂e ante 18.929 tCO₂e). Os registros de eventos extremos disponíveis (2016) indicam ausência de cheias e apenas um registro de seca, mas a base temporal é limitada para conclusões robustas.

Em síntese, Junqueiro enfrenta um dos quadros mais deficitários de saneamento do país, com retrocesso recente no tratamento de esgoto que contrasta com avanços pontuais na coleta de resíduos sólidos. A combinação de baixo investimento em infraestrutura de água e esgoto, alta perda operacional e crescimento das emissões de energia e resíduos aponta para a necessidade urgente de priorização de investimentos em saneamento básico, especialmente no restabelecimento do tratamento de esgoto e na redução das perdas de água.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.4%

2024

6
26.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

3.4%

2024

3
75.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

59.7%

2024

10
24.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.8%

2022

68
45.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.8%

2022

64
78.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

103.601 tCO₂e

2024

59
23.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.988 tCO₂e

2024

31
30.0% no período

Emissões de energia

SEEG

26.592 tCO₂e

2024

43
27.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.