JupiPE

15.943 habitantes · IBGE 2608305

IA

Resumo socioambiental

O saneamento básico é o ponto mais crítico de Jupi/PE. A cobertura de água atingiu apenas 15,5% dos domicílios em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado de Pernambuco (86,7%), posicionando o município no percentil 2 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Mais preocupante ainda é a trajetória: a cobertura vinha de 24,4% em 2012 e recuou continuamente, configurando queda acumulada de -18,0%. Paralelamente, a perda de água saltou de 14,8% em 2021 para 61,7% em 2022, revertendo anos de melhoria e colocando o município no percentil 93 (pior que 93% dos municípios brasileiros), muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,5%). Essa combinação de baixa cobertura com alta perda sugere problemas estruturais graves na rede de abastecimento, que comprometem tanto o acesso quanto a eficiência do sistema.

Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é de melhora parcial, mas ainda distante do adequado. A coleta domiciliar avançou de 66,5% (2010) para 71,1% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (76,8%), no percentil 41. O destino inadequado dos resíduos caiu de 33,5% para 27,5% no mesmo período, uma redução relevante, mas o indicador ainda é quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (14,8%), situando Jupi no percentil 71 — entre os piores do país. Essa persistência de destinação inadequada ajuda a explicar por que as emissões de resíduos aumentaram +43,8% entre 2010 e 2024, chegando a 7.541 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O perfil de emissões de GEE do município preocupa pela intensidade do crescimento recente. As emissões totais passaram de 58.771 tCO₂e (2022) para 77.855 tCO₂e (2024), alta de +90,0% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O setor de energia foi o principal motor desse crescimento, quase dobrando (+99,0%) e chegando a 25.017 tCO₂e, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já os registros hidrológicos de 2016 indicam ausência de cheias, mas 11 registros de seca observada, sinalizando maior vulnerabilidade à estiagem do que a inundações — informação relevante para o planejamento de recursos hídricos, especialmente diante do quadro já fragilizado de abastecimento de água.

Em síntese, Jupi/PE enfrenta um cenário socioambiental de alta vulnerabilidade, marcado pela combinação crítica de baixíssima cobertura de água, perdas elevadas no sistema, gestão de resíduos ainda deficitária e trajetória de crescimento acelerado das emissões de GEE, especialmente no setor energético. A convergência desses indicadores aponta para a urgência de investimentos estruturantes em saneamento como prioridade de política pública municipal.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

12.6%

2024

2
43.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

54.7%

2024

13
14.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

71.1%

2022

41
6.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.5%

2022

29
17.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

77.855 tCO₂e

2024

67
90.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.541 tCO₂e

2024

43
43.8% no período

Emissões de energia

SEEG

25.017 tCO₂e

2024

44
99.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.