JuquiáSP
17.255 habitantes · IBGE 3526100
Resumo socioambiental
Juquiá apresenta saneamento em transição, com sinais mistos entre avanço e retrocesso. A cobertura de água atingiu 75,4% em 2024, crescimento de 13,4% desde 2010, superando a mediana nacional (73,2%) e situando o município no percentil 53, embora ainda distante da média estadual (96,6%). Já a coleta de esgoto recuou para 56,1% em 2024, queda expressiva de 20,5% em relação à série histórica, puxada por uma ruptura abrupta entre 2021 (90,7%) e 2023 (55,2%) — possivelmente reflexo de mudança metodológica ou de reporte ao SNIS, que merece verificação local. Apesar disso, o tratamento de esgoto evoluiu fortemente, chegando a 83,1% (2024), variação de +83,3% desde 2010, valor muito acima da mediana nacional (33,3%) e da própria média paulista (66,6%), colocando o município no percentil 88 — indicando que, embora menos esgoto seja coletado, o que é coletado tem tratamento de alta qualidade.
A perda de água na distribuição segue como ponto de atenção, em 33,2% (2024), acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%), com oscilação recente após mínima de 27,4% em 2023. Combinado com a queda na coleta de esgoto, esse indicador sugere fragilidades na gestão operacional da infraestrutura, apesar dos investimentos em tratamento. No recorte domiciliar (Censo 2022), 74,6% dos domicílios têm coleta de resíduos, abaixo da mediana nacional (76,9%), e 11,9% ainda têm destino inadequado — número que caiu 35,4% desde 2010, mas que segue distante do padrão estadual (1,0%).
No campo climático, Juquiá destaca-se positivamente: as emissões totais de GEE são negativas desde 2015, atingindo -114.726 tCO₂e em 2024, posicionando o município como sumidouro líquido de carbono (percentil 2, o mais baixo em emissões), muito provavelmente associado à cobertura florestal e uso do solo. As emissões de energia caíram 27,5% desde 2010 (52.546 tCO₂e em 2024), mas ainda superam a mediana nacional. Já as emissões de resíduos, embora em leve queda (-11,2% desde 2010, chegando a 10.821 tCO₂e em 2024), permanecem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), reforçando a necessidade de melhorias na gestão de resíduos sólidos, coerente com os desafios já identificados na coleta domiciliar. O município também apresenta potência hidráulica instalada relevante (61 MW, estável desde 2010, percentil 80), e histórico de eventos de cheia (3 registros em 2016, percentil 93), sem registros de seca no mesmo ano.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
75.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
56.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
83.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
33.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
61 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
61 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-114.726 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.821 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
52.546 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
