JuremaPE

14.027 habitantes · IBGE 2608404

IA

Resumo socioambiental

Jurema/PE apresenta um quadro de saneamento com avanços expressivos no abastecimento de água, mas lacunas críticas no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, com salto de +56,0 pontos percentuais desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (86,7%), colocando o município no percentil 100. A perda de água também caiu significativamente, de 34,7% (2008) para 18,4% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,5%), indicando gestão operacional mais eficiente na rede. Por outro lado, embora a coleta de esgoto tenha alcançado 100,0% em 2020 (acima da mediana nacional de 87,8% e muito superior à UF, 47,4%), o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2020, evidenciando que o esgoto coletado não recebe tratamento algum antes do descarte — um gargalo que compromete os ganhos obtidos na coleta.

No campo dos resíduos sólidos, o município mostra melhora relativa, mas ainda aquém do desempenho nacional típico. A coleta domiciliar chegou a 75,2% em 2022 (percentil 47), próxima da mediana nacional (76,9%) e da UF (76,8%). O destino inadequado de resíduos caiu de 33,0% para 17,8% entre 2010 e 2022, mas esse valor ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a UF (14,8%), situando Jurema no percentil 56 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse quesito. Essa persistência de destinação inadequada ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que passaram de 3.735 para 6.785 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+81,7%), superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e).

As emissões totais de GEE do município cresceram de forma acentuada, atingindo 77.174 tCO₂e em 2024 (+90,3% desde 2010), impulsionadas principalmente pelo setor de energia, que saltou de 7.210 para 20.370 tCO₂e (+182,5%), com forte aceleração no último ano. Apesar do crescimento, o total de emissões do município ainda fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Jurema no percentil 33. Já as emissões de energia estão muito próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando que esse setor merece atenção como fonte emergente de pressão ambiental.

Em relação a eventos hídricos extremos, o município registrou 2 ocorrências de cheia e 10 de seca em 2016, ambos os indicadores elevados frente à mediana nacional (zero em ambos os casos), posicionando Jurema nos percentis 87 e 86, respectivamente — evidenciando vulnerabilidade a extremos climáticos. Coerentemente, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), embora superior à média estadual (2,903). Esse cenário reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura de tratamento de esgoto e em resiliência hídrica, para que os ganhos already alcançados em abastecimento não sejam neutralizados por ri

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2022

100
56.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2020

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

25

Perda de água

SNIS/SINISA

18.4%

2022

80
46.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.2%

2022

47
12.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.8%

2022

44
46.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

77.174 tCO₂e

2024

67
90.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.785 tCO₂e

2024

47
81.7% no período

Emissões de energia

SEEG

20.370 tCO₂e

2024

49
182.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.